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Brasil

IPCA de agosto fica em -0,32%, na primeira deflação do ano

Bônus de Itaipu fez conta de energia reduzir e levar grupo habitação a ter maior deflação (-1,87), puxando índice para resultado negativo

11/09/2026 09:15, atualizado 11/09/2026 09:44
iStock
conta supermercado compras economia

Os preços de bens e serviços do país reduziram -0,32% em agosto, após subirem 0,07% em julho deste ano. Os dados fazem parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, divulgado nesta sexta-feira (11/9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Índice representa a primeira deflação do ano.

A baixa da inflação foi puxada, principalmente, pelos grupos habitação e transportes. O grupo com maior alta foi o de despesas pessoais.

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Nos últimos 12 meses, a inflação acumula alta de 4,22%, abaixo do teto (4,5%). No mesmo mês de 2025, o índice foi -0,11%. No ano, ou seja, no acumulado de janeiro a agosto do IPCA, a elevação corresponde a 3,11%.


O que é IPCA

  • O IPCA é calculado desde 1979 pelo IBGE. O índice é considerado o termômetro oficial da inflação e é usado pelo Banco Central para ajustar a taxa básica de juros, a Selic.
  • Ele mede a variação mensal dos preços na cesta de vários produtos e serviços, comparando-os com o mês anterior. A diferença entre os dois itens da equação representa a inflação do mês observado.
  • O IPCA mensura dados nas cidades, de forma a englobar 90% das pessoas que vivem em áreas urbanas no país.
  • O índice pesquisa preços de categorias como transporte, alimentação e bebidas, habitação, saúde e cuidados pessoais, despesas pessoais, educação, comunicação, vestuário, artigos de residência, entre outros.

A meta de inflação para 2026 é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

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Com isso, o índice tem piso de 1,5% e teto de 4,5%, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Segundo o IBGE, a maior variação e impacto partiu do grupo habitação, que desacelerou -1,87%, puxado pela energia elétrica residencial. O item recuou 7,63% no mês. O índice verificado em habitação é o menor para um mês de agosto desde o Plano Real (1994).

A queda na conta de energia foi motivada pelo Bônus de Itaipu. O desconto ocorre após resultado positivo da chamada Conta de Comercialização de Energia Elétrica de Itaipu, mecanismo que reúne receitas e custos da operação da hidrelétrica.

No fim de junho, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que iria distribuir cerca de R$ 767,2 milhões em agosto. A retração na conta de energia ocorreu mesmo diante da aplicação da bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos.

Os outros dois grupos mais importantes que ajudaram a puxar a inflação mensal para o resultado negativo foram transportes (-0,86%) e alimentação e bebidas (-0,34%).

O recuo em alimentação com patamar de -0,34% representou o terceiro maior impacto em agosto, com participação de -0,07 ponto percentual. O destaque foi o subgrupo alimentação no domicílio, com retração de -0,61%.

Veja as principais quedas:

  • batata-inglesa (-19,89%);
  • cenoura (-11,22%);
  • cebola (-11,07%);
  • tomate (-10,94%);
  • ovo de galinha (-4,15%); e
  • café moído (-1,86%).

Mesmo com o resultado negativo no subgrupo, houve altas, casos de: leite longa vida (1,78%), frutas (0,84%) e carnes (0,61%).

Veja a variação do IPCA por grupos:

  • Alimentação e bebidas: -0,34%;
  • Habitação: -1,87%;
  • Artigos de residência: 0,64%;
  • Vestuário: 0,12%;
  • Transportes: -0,86%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,23%;
  • Despesas pessoais: 1,30%;
  • Educação: 0,47%
  • Comunicação: -0,09%.

INPC tem variação de -0,32%

A inflação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) variou -0,32%, o que representa aumento na desaceleração frente a julho, quando registrou -0,01%. Nos últimos 12 meses, o INPC acumula alta de 3,98%, abaixo dos 4,10% dos 12 meses anteriores.

O índice serve de referência para o reajuste do salário mínimo e de benefícios sociais. O INPC é um indicador que mede a variação média dos preços de um conjunto específico de produtos e serviços consumidos pelas famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos mensais.

Em atualização.