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Brasil

Saiba os "mocinhos" que fizeram "prévia da inflação" ter índice de -0,40%

Dados foram divulgados nesta quarta-feira (26/8). No acumulado de 12 meses, a prévia da inflação tem alta de 4,24%

26/08/2026 10:30
iStock
Imagem colorida de cupom fiscal de compras

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) registrou -0,40% em agosto, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Cinco dos nove grupos pesquisados registraram queda. A conta de energia elétrica residencial foi o principal item que ajudou a levar o número para baixo.

O índice foi puxado principalmente pelos grupos de habitação e transportes. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (26/8). Mocinho do mês, habitação, que contempla o item energia elétrica residencial, teve a maior retração, recuando 1,41%.

No acumulado de 12 meses, a inflação registra alta de 4,24%. No ano, ou seja, no acumulado de janeiro a agosto do IPCA-15, a elevação corresponde a 3,09%.

  • A meta de inflação para 2026 é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Com isso, o índice tem piso de 1,5% e teto de 4,5%, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

O peso no IPCA-15 varia de um grupo para outro, ou seja, não é igual. Isso acontece porque o IBGE considera que alguns itens são mais consumidos pelas famílias do que outros.

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Em agosto de 2026, o grupo com o maior impacto na inflação foi habitação, que recuou 1,41%. “Mocinho” do mês, o setor respondeu por 0,22 ponto percentual (p.p.) da inflação de todo o período.

A redução do grupo de habitação foi puxada principalmente pela queda na conta de energia elétrica residencial, que recuou 6,25%. A diminuição foi influenciada pela incorporação do Bônus de Itaipu nas faturas. O bônus de Itaipu é um crédito repassado aos consumidores e se refere a uma sobra da operação da usina.

A queda na conta de energia foi apurada mesmo diante da vigência da bandeira tarifária amarela, que impõe a cobrança adicional de R$ 1,885 para cada 100 Kwh consumidos.

Transportes e alimentação também ajudaram

O segundo grupo com maior redução foi o de transportes, com queda de 1% e impacto de 0,20 ponto percentual no índice. O que puxou o índice geral para cima foi o aumento nos preços de despesas pessoais, com elevação de 0,66% e impacto de 0,07 ponto percentual no índice.

Os preços de alimentação e bebidas também recuaram: 0,57%. O grupo foi puxado principalmente pela alimentação no domicílio, que teve retração de 0,97% de julho para agosto.

Os itens que mais contribuíram foram:

  • tomate (-27,38%);
  • batata-inglesa (-25,14%); e
  • cenoura (-17,05%).

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Ainda no grupo de alimentação e bebidas, houve altas, casos do leite longa vida (3,41%) e das frutas (3,11%).

Variação de cada grupo em agosto:

  • Alimentação e bebidas: -0,57%;
  • Habitação: -1,41%;
  • Artigos de residência: 0,04%;
  • Vestuário: -0,20%;
  • Transportes: -1,00%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,40%;
  • Despesas pessoais: 0,66%;
  • Educação: 0,46%;
  • Comunicação: -0,02%.