Ibama autoriza Petrobras a perfurar mais três poços na Foz do Amazonas
Em agosto, a presidente da Petrobras, ao lado do presidente Lula, confirmou a descoberta de petróleo na região

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu autorização para que a Petrobras realize a perfuração de mais três poços na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial.
Os novos poços (Manga, Crotalus e PAD Morpho) são essenciais para a avaliação exploratória e reconhecimento do volume de hidrocarbonetos existente no reservatório, para se ter consciência se a quantidade é economicamente viável para a produção de combustível.
A licença de operação tem validade por seis anos (contados a partir da primeira emissão em 20/10/2025), com possibilidade de renovação. O grau de impacto do empreendimento foi definido em 0,5% e o valor da compensação ambiental foi calculado em R$ 16.520.906,37.
Agora, após a assinatura do presidente do Ibama, Jair Schmitt, que aconteceu nessa quinta-feira (3/9), a Petrobras tem 30 dias, a partir do recebimento da autorização, para apresentar um cronograma atualizado do projeto de perfuração. Mas as datas efetivas do início e do término da perfuração, de cada poço, devem ser comunicadas em um prazo máximo de cinco dias após cada evento.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAs novas perfurações poderão ser feitas a partir da unidade marítima ODN-II (NS-42) ou Amaralina Star (NS-43). Esta, porém, só poderá ser utilizada após a comprovação das adequações específicas para as operações de recolhimento de cascalhos e disponibilização para vistoria prévia pelo Ibama.
É vedada ainda a operação simultânea das unidades marítimas de perfuração na atividade e os cascalhos não poderão ser descartados no mar.
A reportagem tenta contato com o Ibama, com o Ministério do Meio Ambiente e com a Petrobras.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasTem petróleo lá
Em agosto, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, confirmou durante coletiva de imprensa ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a descoberta de petróleo na bacia sedimentar da Foz do Amazonas.
“É esse gigantesco esforço exploratório que vai nos dizer o real potencial da região”, completou Chambriard, na ocasião.
Segundo a estatal, os hidrocarbonetos foram identificados por meio de perfis elétricos e amostras de rochas coletadas durante a perfuração no poço Morpho (1-BRSA-1405-APS), no bloco FZA-M-59, a cerca de 175 km da costa do estado do Amapá.
Inclusive o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), que é amapaense e representante do estado, comemorou publicamente a descoberta:
“Estávamos certos. Foram anos de luta para chegar até aqui. Lutamos pelo direito de pesquisar a Margem Equatorial e conhecer as nossas riquezas. Lutamos para que, sendo possível a exploração, essa riqueza seja transformada em emprego, renda, oportunidades e qualidade de vida para o povo amapaense e contribua para o desenvolvimento do Brasil”, escreveu em nota.



