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Brasil

Governo prorroga cobrança de imposto de 12% sobre exportação de petróleo

Medida faz parte de plano para conter os efeitos da alta do petróleo. Resolução entra em vigor em 8 de setembro

03/09/2026 09:26, atualizado 03/09/2026 09:46
Divulgação
Barris de Petróleo

O governo federal prorrogou, por mais 60 dias, a cobrança de imposto de 12% sobre exportação de petróleo. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (3/8), no Diário Oficial da União (DOU), por meio da Câmara de Comércio Exterior (Camex). A resolução entra em vigor em 8 de setembro.

A medida faz parte de um pacote de medidas do governo para conter os efeitos da alta do petróleo sobre os consumidores. Segundo a Receita Federal, a cobrança já arrecadou R$ 7,9 bilhões.

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A medida foi tomada para incentivar o comércio interno do petróleo diante da elevação dos preços do item por causa da guerra no Oriente Médio entre Estados Unidos, Irã e Israel.

Entenda

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  • Governo criou cobrança para incentivar o comércio interno do petróleo diante da elevação dos preços.
  • Desembargador derrubou liminar e restabeleceu imposto de 12% sobre petróleo.
  • Camex prorrogou por mais 60 dias a cobrança do imposto.
  • Resolução entra em vigor em 8 de setembro.
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Armazenamento de combustíveis
Medida foi criada como parte de um plano do governo para conter os efeitos da alta do petróleo sobre os consumidores
Governo prorroga por 60 dias cobrança de imposto de 12% sobre exportação de petróleo
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Governo prorroga por 60 dias cobrança de imposto de 12% sobre exportação de petróleo

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Michael Melo/Metrópoles
Medida foi criada como parte de um plano do governo para conter os efeitos da alta do petróleo sobre os consumidores
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Medida foi criada como parte de um plano do governo para conter os efeitos da alta do petróleo sobre os consumidores

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Impacto

A prorrogação ocorre dias após a Justiça do Distrito Federal determinar a suspensão provisória da taxa de 12% sobre a exportação de petróleo bruto e minerais betuminosos. O juiz Diego Câmara, da 17ª Vara Federal do DF, atendeu a um pedido da Associação Brasileira de Empresas de Exploração e de Produção de Petróleo e Gás (ABEP).

Segundo ele, manter a suspensão poderia causar prejuízos antes do julgamento definitivo do caso, além do risco “à estabilidade fiscal, ao planejamento estatal e à regulação do comércio exterior”.

“implicaria reconhecer que a limitação material imposta ao exercício do poder legiferante atípico pelo Presidente da República não abarca os órgãos a esse próprio subordinados, como é o caso do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior. Quadro do qual resultaria então não apenas violação ao princípio da separação dos Poderes, mas à própria estrutura hierárquica do Poder Executivo”, alegou o magistrado.

Os 12% do imposto de exportação foram destinados para compensar o gasto fiscal da subvenção a produtores e importadores de óleo diesel. O motivo era conter os preços do petróleo diante da volatilidade por causa da guerra.

O desembargador entendeu que a motivação técnica associada ao conflito geopolítico no Estreito de Ormuz entre os dias 7 e 8 de julho de 2026 “confere plausibilidade à motivação regulatória declarada, distinguindo o presente caso de hipóteses em que a exposição de motivos do ato normativo admite, de forma expressa, propósito exclusivamente fiscal”.