“Hipocrisia”, diz Covas sobre críticas por ter ido a jogo da Libertadores

Prefeito de SP, que estava de licença médica após sessões de radioterapia, foi ao Rio de Janeiro para ver final entre Palmeiras e Santos

atualizado

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Bruno Covas vendo final da Libertadores
1 de 1 Bruno Covas vendo final da Libertadores - Foto: Reprodução Twitter

São Paulo – O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, rebateu as críticas que recebeu por ter ido ao Rio de Janeiro para assistir à final da Copa Libertadores. O tucano, que estava de licença médica para se recuperar de sessões de radioterapia, viu o seu time, o Santos, perder para o Palmeiras por 1 x 0 no sábado, no Maracanã.

A licença de Covas terminou na última quinta-feira (28/1). Por meio de uma rede social, o prefeito disse que “resolveu” tirar mais três dias de licença não remunerada para ficar com o filho.

Ele foi duramente criticado nas redes sociais por ter ido ao jogo no momento em que São Paulo vive cenário crítico da pandemia e está com diversas medidas restritivas em vigor.

Covas classificou como “hipocrisia” as críticas que recebeu e disse que “a lacração da internet resolveu pegar pesado”. “Depois de tantas incertezas sobre a vida, a felicidade de levar o filho ao estádio tomou uma proporção diferente para mim. Ir ao jogo é direito meu. É usufruir de um pequeno prazer da vida”, afirmou.

Veja o texto publicado pelo prefeito no Instagram:

“Depois de 24 sessões de radioterapia, meus médicos me recomendaram 10 dias de licença para recuperar as energias. Isso foi até a última quinta (28/01). Resolvi tirar mais 3 dias de licença não remunerada para aproveitar uns dias com meu filho. Fomos ver a final da libertadores da América no Maracanã, um sonho nosso. Respeitamos todas as normas de segurança determinadas pelas autoridades sanitárias do RJ. Mas a lacração da Internet resolveu pegar pesado. Depois de tantas incertezas sobre a vida, a felicidade de levar o filho ao estádio tomou uma proporção diferente para mim. Ir ao jogo é direito meu. É usufruir de um pequeno prazer da vida. Mas a hipocrisia generalizada que virou nossa sociedade resolveu me julgar como se eu tivesse feito algo ilegal. Todos dentro do estádio poderiam estar lá. Menos eu. Quando decidi ir ao jogo, tinha ciência de que sofreria críticas. Mas se esse é o preço a pagar para passar algumas horas inesquecíveis com meu filho, pago com a consciência tranquila.”

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