Guilherme Mello sobre BC: “Não recebi convite, mas estou à disposição”

Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda foi um dos nomes sugeridos por Fernando Haddad para o Banco Central

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello - Foto: Washington Costa/MF

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, afirmou, nesta sexta-feira (6/2), que não foi convidado para integrar a diretoria do Banco Central (BC), mas que está à disposição.

“Fico muito feliz com a confiança dele [ministro da Fazenda, Fernando Haddad] em indicar o meu nome. No entanto, não recebi nenhum convite. Estou aqui trabalhando, como vocês podem perceber, com a minha equipe normalmente no Ministério da Fazenda. Então, eu estou à disposição“, afirmou Mello.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, na terça-feira (3/6), que indicou dois nomes para o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teriam condição de ocupar as duas vagas que estão em aberto na diretoria do BC.

“Imaginei que pudessem ser nomes apreciados pelo presidente Lula e pelo Banco Central. A escolha não foi feita, se tivesse sido feita, eu diria”, frisou o ministro do governo petista em entrevista à BandNews.

O outro nome mencionado por Haddad é do economista e professor da Universidade de Cambridge Tiago Cavalcanti.

Como secretário, Mello é responsável pelas projeções macroeconômicas do governo, pela formulação de políticas fiscais e pela análise de cenários econômicos.

Críticas

O auxiliar de Haddad tem sido alvo de críticas por parte do mercado financeiro, que vê em Mello “aspirações petistas” e uma atuação no sentido de flexibilizar a condução mais restritiva da política monetária.

O titular da SPE já fez, antes de ocupar o atual cargo, falas contundentes com críticas à taxa básica de juros, a Selic, que é definida pela diretoria do BC.

Na posição de secretário da Fazenda, Mello tem, em entrevistas coletivas, moderado o tom ao dizer que compete ao BC a definição da Selic, no entanto, sinaliza que o índice estaria em desacordo com o adequado para o momento.

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