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Brasil

Governo do RJ diz que tarifa de metrô não terá reajuste até fim do ano

Concessionária MetrôRio havia anunciado reajuste previsto para entrar em vigor em abril. Passagem já é a mais cara do Brasil

26/02/2026 08:49, atualizado 26/02/2026 09:01
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Divulgação/MetrôRio
imagem colorida metro rio de janeiro

Após o anúncio da concessionária MetrôRio sobre o aumento da tarifa, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), declarou que vai anular o reajuste da passagem, inicialmente previsto para entrar em vigor em abril.

De acordo com Castro, o estado vai destinar R$ 37 milhões em recursos públicos para manter a tarifa em R$ 7,90 ao longo deste ano. Segundo ele, a tarifa social, no valor de R$ 5, também será renovada.

A decisão foi divulgada por meio das redes sociais. A concessionária havia informado um reajuste de R$ 0,30, equivalente a 3,8%, que entraria em vigor a partir de 12 de abril e seria publicado no Diário Oficial do Estado.

A passagem atual, que já é a mais cara do Brasil, no valor de R$ 7,90, passaria a custar R$ 8,20. Caso o reajuste fosse mantido, seria o segundo aumento consecutivo. Em abril de 2025, a tarifa passou de R$ 7,50 para R$ 7,90.

Aumento contratual

Em nota, o MetrôRio informou que, de acordo com o contrato, a tarifa deve ser reajustada anualmente com base no IPCA. A concessionária argumenta que, embora o metrô carioca tenha a passagem mais cara do país, a chamada “tarifa regulatória” — valor que a empresa precisa receber por passageiro para manter a operação —, é a mais baixa do Brasil.

Segundo a empresa, isso ocorre porque o Governo do Estado do Rio destina menos recursos em subsídios ao sistema quando comparado a outras unidades da federação.

Já a Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários (Agetransp) reforçou a importância da ampliação dos subsídios públicos para todos os usuários do sistema, e não apenas para os beneficiários da tarifa social.

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