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Brasil

Governo de São Paulo investiga 39 mortes em escolas por Covid-19

A Secretaria de Educação avalia a possibilidade de alterar a regra de capacidade máxima de estudantes nas escolas, hoje em 35% do total

07/05/2021 18:48
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Fábio Vieira/Metrópoles
Estudantes chegam na escola E.E Prudente de Morais no Bom Retiro, zona norte de São Paulo, nesta manhã de segunda-feira (08). Hoje da o início as aulas presencias na rede estadual de ensino.

São Paulo – O governo de São Paulo apura 39 mortes por Covid-19 entre professores, servidores e alunos em escolas da rede estadual. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (7/5) no 2º Boletim Epidemiológico, pela Secretaria da Educação e pela Comissão Médica da Educação de São Paulo.

Segundo o presidente da comissão, Wanderson Oliveira, as secretarias de Educação e Saúde investigam se os óbitos ocorreram dentro do ambiente escolar.

Para isso, são utilizados critérios, como, por exemplo, se o infectado apresentou ao menos dois sintomas (febre, calafrio, dor de garganta ou cabeça, tosse, coriza, perda do olfato ou paladar), esteve na escola nos 14 dias anteriores e realizou teste RT-PCR ou antígeno.

“Nós fizemos uma avaliação preliminar e verificamos que tem erros de preenchimento. Tem pessoas que não fazem parte da escola e estão registradas. Isso pode estar acontecendo em outros registros”, disse, completando que uma nova avaliação já foi providenciada.

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28 mil casos

Diferentemente da primeira divulgação, o boletim apresentado pela Secretaria de Educação nesta quinta apresentou cinco tipos de classificações no Sistema de Informação e Monitoramento da Educação para Covid-19 (Simed): confirmado, provável, inconclusivo, descartado e em investigação.

Entre 3 de janeiro e 1º de maio de 2021, as 5 mil escolas da rede estadual registraram 28.064 casos, dos quais 5.651 são classificados como prováveis, ou seja, receberam o resultado positivo para o exame RT-PCR ou antígeno. Oliveira destacou que outros 8.010 casos estão em investigação.

Nesse mesmo período, o estado de São Paulo computou um total de 1.450.091 casos.

De acordo com o presidente da comissão, cabe à pasta de Saúde confirmar a situação de cada caso, por isso foi feita a mudança na metodologia. “Se a escola tiver falado a verdade ou se a pessoa que registrou tiver registrado corretamente, são todos potencialmente confirmados”, destacou.

Em seguida, Oliveira completou: “A pessoa que registra é leiga, não é da área da saúde. Não é a escola que classifica e fecha os dados, e sim a Saúde.”

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Estudantes retornam às aulas presenciais na Escola Estadual Prudente de Moraes, no Bom Retiro, centro da capital
Os pais ou responsáveis legais que desejam pedir o remanejamento devem fazer o pedido diretamente na escola onde o estudante está matriculado
Estudantes chegam na escola E.E Prudente de Morais no Bom Retiro, zona norte de São Paulo
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Estudantes retornam às aulas presenciais na Escola Estadual Prudente de Moraes, no Bom Retiro, centro da capital
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Os pais ou responsáveis legais que desejam pedir o remanejamento devem fazer o pedido diretamente na escola onde o estudante está matriculado
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Estudantes chegam na escola E.E Prudente de Morais no Bom Retiro, zona norte de São Paulo
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Estudantes chegam na escola E.E Prudente de Morais no Bom Retiro, zona norte de São Paulo

Fábio Vieira/Metrópoles
Regras de capacidade podem ser alteradas

O secretário de Educação, Rossieli Soares, informou que uma escola estadual foi fechada por causa de confirmações de coronavírus. A unidade de ensino está localizada no interior do estado, mas a cidade não foi revelada.

Ele espera que, em breve, a pasta que comanda divulgue os boletins por meio de uma plataforma de Business Intelligence (B.I.).

Ainda segundo o secretário, é estudada a possibilidade de alterar o critério de capacidade de atendimento nas escolas. Hoje, as unidades estão autorizadas a receber até 35% dos estudantes matriculados.

“Hoje atendemos pela capacidade de matrícula. Mas às vezes a escola tem capacidade para mil, e tem 200 alunos, logo poderia atender todos os estudantes.”

Perguntado sobre a vacinação, Rossieli Soares não tem previsão de anunciar novas faixas etárias para trabalhadores da educação. Os profissionais a partir de 47 anos podem ser vacinados desde 10 de abril.