Escolas públicas têm quase 100% de matrículas em São Paulo

Apesar da pandemia, procura superou a do ano passado (90%), de acordo com o secretário da Educação; 9 mil voltam às aulas ainda este ano

atualizado 03/11/2020 18:41

Retorno das aulas do ensino médio no estado de São Paulo. Escola Estadual Professor Milton da Silva Rodrigues, no bairro Freguesia do ÓRafaela Felicciano/Metrópoles

São Paulo – As escolas estaduais de São Paulo chegaram a 3 milhões de matriculados na última sexta-feira (30/10). O número, que representa 98% do total de estudantes no estado, foi anunciado na manhã desta terça-feira (2/11) pelo secretário paulista da Educação, Rossieli Soares.

Na capital, 9 mil alunos do 3º ano do ensino médio voltaram às aulas, ainda neste ano, para concluir o período apesar da pandemia do novo coronavírus.

“Foi a primeira etapa de uma grande busca. A matrícula era, certamente, um dos pontos que tínhamos o maior medo, para um começo de evasão e abandono estudantes. Nós chegamos a 98% nessa busca. Temos 45 mil alunos que não fizeram manifestação, e outros que devem vir até o fim do ano, o que é normal”, declarou Soares, em coletiva de imprensa na Escola Estadual Professor Milton da Silva Rodrigues, no bairro Freguesia do Ó.

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Segundo ele, no ano passado, o número de matriculados foi menor: 90%.

“Foi um passo importante”, disse o secretário ao lado do subsecretário, Henrique Pimentel, responsável pela organização das redes escolares durante o período da pandemia. “Obviamente, isso não garante que alunos não abandonem a escola na virada do ano, temos que continuar trabalhando”, afirmou.

Vestibulares

O foco da secretaria tem sido recolocar os alunos do 3º ano do ensino médio de volta às salas de aula, em função dos vestibulares. Pela expectativa do órgão, 1.300 escolas devem entrar em atividade até o início da próxima semana, em até 230 municípios paulistas que já autorizaram o retorno, de acordo com a secretaria estadual. Para compensar os prejuízos desde ano, 45 mil jovens do 3º ano optaram por fazer o 4º ano opcional.

“Não vai recuperar o ano letivo. Não existe nada que possa ser feito no curto prazo para recuperar o ano letivo. Mas quanto mais tempo a gente demorar, maior será o prejuízo. No mundo inteiro, os prejuízos podem ser maiores do que pensávamos no início”, comentou Rossieli.

“Nada substitui a escola, nada substitui a presença do professor com o estudante. O calendário escolar vai acabar em dezembro, mas nós teremos aulas extracurriculares”, informou.

Uma portaria publicada no sábado pela Secretaria da Saúde autoriza as escolas a terem até 70% dos alunos em atividade neste ano. Na rede estadual, as escolas devem trabalhar com até 40%. Cada escola está organizando a divisão de turnos, para evitar aglomeração. Nenhum caso de Covid-19 foi registrado até então. A atividade máxima permitida é de cinco horas diárias.

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