Mesmo com alta na Covid-19, governo Doria reabrirá escolas em 2021

Instituições de ensino, agora, integram lista de serviços essenciais em São Paulo e poderão ficar abertas ainda que os casos cresçam

atualizado 17/12/2020 13:20

João Doria em coletiva de imprensaFábio Vieira/Metrópoles

São Paulo – O governador de São Paulo, João Doria, decidiu incluir as escolas entre os serviços essenciais. Com isso, mesmo com aumento no número de casos, as escolas serão reabertas em 2021.

A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (17/12), em coletiva de imprensa. O decreto será publicado na edição do Diário Oficial de sexta.

Até então, as escolas públicas e privadas só podiam abrir na fase amarela, com estatísticas mais brandas em relação à pandemia.

De acordo com o governador, a Secretaria de Educação fez uma avaliação criteriosa com base na experiência internacional para garantir segurança na retomada gradual das aulas.

Segundo o secretário de Educação, Rossieli Soares, não foi registrado nenhum caso de transmissão nas escolas em que já há atividades presenciais. “Quase 2 mil escolas estaduais com atividades e nenhum registro de transmissão”, enfatizou o secretário.

Na avaliação dele, não ter a escola funcionando está trazendo prejuízos irrecuperáveis em muitos pontos, principalmente para as crianças menores. Para se justificar, ele citou França e Irlanda como exemplos.

“Se tivermos que optar, vamos optar pela educação. A Alemanha tem feito isso, mudou apenas a data das férias. A ciência tem sido a base para essa tomada de decisão”, disse.

O Ensino Superior permanece com a regra atual, só abre na fase amarela. Já na Educação Básica, o decreto autoriza abertura mesmo na bandeira vermelha e laranja, com até 35% de ocupação. Na bandeira amarela, com até 70% e na verde, 100%.

Últimas notícias