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Governo corre para aprovar MP do IOF mesmo com alterações

Medidas de compensação da Fazenda estão sob pressão de parlamentares, que já conseguiram derrubar aumento de impostos sobre títulos do agro

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Relator da MP 1303 2025, deputado Carlos Zarattini PT SP metropoles 2
1 de 1 Relator da MP 1303 2025, deputado Carlos Zarattini PT SP metropoles 2 - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passa por uma corrida contra o tempo para garantir a aprovação da Medida Provisória (MP) 1.303/25, que trata de medidas alternativas para a alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O texto deverá ser votado na comissão mista nesta terça-feira (7/10) e precisa ser aprovado no congresso nacional até 8 de outubro, se não, perde a validade.

Na noite dessa segunda-feira (6/10), o relator da medida, deputado Zarattini (PT-SP), reuniu-se com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e líderes partidários. Segundo o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), não houve acordo sobre o texto.

Ele afirmou que a arrecadação que o governo planejava com a aprovação MP deve cair para até R$ 15 bilhões em 2026 e 2027, embora a expectativa do Executivo fosse arrecadar R$ 35 bilhões nesses dois anos.

Inicialmente, o parecer deveria ter sido votado na semana passada, mas teve a votação postergada pelo relator para conversar com os líderes partidários, a pedido do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Apesar da decisão favorável do Supremo Tribunal Federal (STF), que reinstaurou parcialmente o decreto derrubado pelo Legislativo, por pressão de diferentes setores, como o agro e as bets, o texto corre risco de ser desidratado e ter parte das medidas de arrecadação previstas pelo ministro Fernando Haddad– em vigor desde o envio da MP em junho– derrubadas no Congresso Nacional.

LCA e LCI: desoneradas

Um dos principais pontos de conflito foi a cobrança sobre Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA).

No projeto original da Fazenda, os títulos ficaram sujeitos à cobrança de 5% de Imposto de Renda. Ao longo da tramitação, o relator estudou aumentar a alíquota para 8,5% – o que irritou o segmento.

O presidente da Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA), Pedro Lupion (PP-PR), disse que o setor irá se manter contrário à MP se o relator mantivesse o aumento de impostos sobre o LCA.

“Estamos em conversa com o relator. Estamos contrários a MP pela tributação a LCA, enquanto isso se mantenha, mantemos a posição”, disse Lupion.

Ante a pressão, Zarattini recuou e manteve a desoneração sobre as LCA e LCI, em uma tentativa de destravar a votação da MP do IOF. A mudança teve aval da Fazenda.

Bets, capital próprio e fintechs: oneradas

Apesar do recuo do relator, outros aumentos de impostos enfrentam resistências– em especial o aumento de impostos sobre casas de apostas online. O projeto da Fazenda aumenta de 12% para 18% a cobrança de impostos– mantida por Zarattini no seu relatório preliminar.

A medida ainda está em discussão e enfrenta resistência de parlamentares ligados ao segmento.

Além disso, o governo Lula também aumentou para 15% a alíquota da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) para instituições de pagamento– as chamadas “Fintechs”. O aumento do tributo iguala as startups financeiras a bancos. A medida também foi mantida pelo relator.

O mesmo se deu na proposta de aumentar a alíquota do Imposto de Renda Juros Sobre o Capital Próprio (JCP) de 15% para 20%, medidas que o relator chamou de “pertinentes e oportunas”.

Além de ser votado na comissão especial, o substitutivo ainda precisa passar pelo plenário da Câmara, onde precisa de um quórum de 257 deputados e maioria simples para ser aprovado. Depois, segue para o Senado, antes de ir para a sanção presidencial.

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