Gonet: golpe não se consumou por negativa do Exército e da Aeronáutica

Gonet, em manifestação, afirmou que o plano de golpe foi apresentado pelo chefe maior das Forças Armadas, o ex-presidente Jair Bolsonaro

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O procurador-gera da República, Paulo Gonet
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou, nesta terça-feira (2/9), no julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF), que o golpe só não se consumou devido à resistência dos comandantes do Exército e da Aeronáutica. Ele ressaltou que a proposta partiu do “chefe maior das Forças Armadas”, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“O golpe não se consumou, uma vez que, bastante tentado, não obteve a adesão dos comandantes do Exército e da Aeronáutica […]. O plano de golpe foi apresentado pelo comandante maior das Forças Armadas: o presidente da República [Jair Bolsonaro]. O golpe não se consumou pelo respeito do Exército e da Aeronáutica”, sustentou Gonet.

Gonet terá duas horas para apresentar a manifestação, após a leitura do relatório do caso feita pelo relator, ministro Alexandre de Moraes. O procurador destacou que o plano fracassou diante da recusa dos militares em aderir à iniciativa golpista.

Além de Bolsonaro, sete réus do chamado núcleo crucial são julgados no STF por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e privacidade de patrimônio tombado.

Assista ao vivo:

A fala do PGR ocorre logo após a leitura de relatório pelo ministro Alexandre de Moraes.

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet
Paulo Gonet aponta Bolsonaro como líder do grupo que tentou executar um golpe de Estado em 2022
Ministro Flávio Dino
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Julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de mais sete aliados
Procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu manutenção da prisão preventiva de Filipe Martins
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Paulo Gonet aponta Bolsonaro como líder do grupo que tentou executar um golpe de Estado em 2022
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Alexandre de Moraes é o relator da ação penal contra Bolsonaro por golpe de Estado
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Alexandre de Moraes é o relator da ação penal contra Bolsonaro por golpe de Estado

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“Quando o presidente da República e o ministro da Defesa se reúnem com comandantes militares, sob sua direção política e hierárquica, para consultá-los sobre a execução da fase final do golpe, o golpe, ele mesmo, já está em curso de realização”, destacou Gonet.

Segundo o PGR, “tem-se, até esta altura provada, na cadeia de fatos, a consumação da ruptura democrática”. “Está visto que, em vários momentos, houve a conclamação pública do então presidente da República para que não se utilizassem as urnas eletrônicas previstas na legislação, sob a ameaça de que as eleições não viessem a acontecer, bem como atos de resistência ativa contra os seus resultados”, concluiu o procurador-geral da República.

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