O goleiro Gilsivan Soares da Silva, conhecido como Ivan Soares, que atua no Chapecoense, está sendo investigado pela polícia de Espinosa, no interior de Minas Gerais, por roubar o celular e ferir a ex-namorada com uma faca. O caso aconteceu na tarde dessa quinta-feira (15/5), em um salão de beleza da cidade. As informações são do UOL Esporte.

O goleiro da Chapecoense, que tem familiares morando no município, foi até o salão atrás de uma reconciliação com a ex-namorada. Diante da recusa da moça, o jogador pegou o celular da vítima e pediu a senha de acesso. Ivan acreditava que a ex-namorada já estava se relacionando com outra pessoa.

Como a mulher não informou os dados, o goleiro se dirigiu até a cozinha e pegou uma faca. Com a arma em mãos, ele agarrou a vítima pelo pescoço e exigiu que ela fornecesse a senha de acesso. Temendo pela própria vida, a moça informou os dados e foi solta por Ivan, mas o jogador deixou a faca cair nesse momento, ferindo o pé da vítima.

O goleiro chapecoense deixou o salão depois que conseguiu os dados e não foi mais visto pela cidade. Como não foi preso em flagrante, o caso ficou a cargo da Polícia Civil, que instaurou inquérito. A ex-namorada de Ivan foi levada ao hospital e foi constatada uma fratura na falange do pé esquerdo. O exame de corpo de delito da vítima foi anexado ao inquérito. A Chapecoense preferiu não se manifestar sobe o caso.

Neste 2019, o Metrópoles inicia um projeto editorial para dar visibilidade às tragédias provocadas pela violência de gênero. As histórias de todas as vítimas de feminicídio do Distrito Federal serão contadas em perfis escritos por profissionais do sexo feminino (jornalistas, fotógrafas, artistas gráficas e cinegrafistas), com o propósito de aproximar as pessoas da trajetória de vida dessas mulheres.

O Elas por Elas propõe manter em pauta, durante todo o ano, o tema da violência contra a mulher para alertar a população e as autoridades sobre as graves consequências da cultura do machismo que persiste no país. Desde 1° de janeiro, um contador está em destaque na capa do portal para monitorar e ressaltar os casos de Maria da Penha registrados no DF. Mas nossa maior energia será despendida para humanizar as estatísticas frias, que dão uma dimensão da gravidade do problema, porém não alcançam o poder da empatia, o único capaz de interromper a indiferença diante dos pedidos de socorro de tantas brasileiras.