GO: polícia usa DNA para esclarecer sumiço de corretora em subsolo
Material genético foi coletado e polícia investiga possível manipulação de câmeras de segurança
atualizado
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Goiânia – O desaparecimento da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, segue um mistério. Após uma perícia com foco na coleta de vestígios biológicos, equipes da Polícia Técnico-Científica coletaram material genético para exames de DNA no prédio onde a mulher mora, em Caldas Novas, no sul goiano.
O objetivo é buscar elementos que ajudem no esclarecimento do caso.
Daiane desapareceu em 17 de dezembro, após descer ao subsolo do condomínio onde morava e administrava imóveis da família, para verificar um corte de energia em seu apartamento.
Perícia no apartamento
- Para a perícia, peritos aplicaram luminol, uma substância usada para identificar vestígios de sangue mesmo após limpeza, em todos os cômodos do apartamento da corretora, no hall de entrada e também em outro apartamento pertencente à família, onde a mulher morou por alguns meses.
- O produto também foi utilizado no subsolo do prédio, local onde ela foi vista pela última vez, segundo imagens de câmeras de segurança.
- Também foram recolhidos diversos objetos pessoais como escova de dentes e fios de cabelo.
- O material foi encaminhado para Goiânia, onde passa por exames laboratoriais para traçar o perfil genético de Daiane.
- O objetivo é comparar o DNA com possíveis vestígios encontrados nos locais periciados, o que pode indicar se houve violência e ajudar a reconstruir os últimos momentos antes do desaparecimento.
Imagens de segurança
Além da análise genética, a perícia se concentra na investigação das imagens de segurança do prédio.
Segundo a Polícia Civil, o DVR, o equipamento responsável por armazenar as gravações das câmeras do condomínio está sendo analisado no Instituto de Criminalística para verificar se houve falha técnica, manipulação das imagens ou se algum arquivo foi apagado.
As investigações seguem em andamento, e a expectativa é de que os resultados dos exames de DNA e da perícia no sistema de câmeras sejam concluídos em até 20 dias.
Desaparecida há mais de um mês
- Daiane está desaparecida desde o dia 17 de dezembro de 2025. Imagens de câmeras de monitoramento mostram a corretora entrando no elevador, passando pela portaria para falar com o recepcionista e depois retornando ao elevador, descendo para o subsolo.
- No entanto, de acordo com a família, não há imagens dela saindo do prédio nem voltando ao apartamento.
- Antes de desaparecer, Daiane enviou um vídeo a uma amiga. Nas imagens, a corretora mostra o apartamento sem energia elétrica e segue filmando o trajeto até o elevador. Em seguida, desce até a portaria para questionar o porteiro sobre a falta de energia.
- Nas imagens dentro do elevador, a mulher ainda aparece falando com outro morador sobre a queda de energia.
Relacionamento difícil com moradores
Daiane tem histórico de desentendimentos com vizinhos, moradores e funcionários do condomínio. Relatos apontam que a mulher era frequentemente alvo de reclamações por barulho excessivo e comportamento agressivo.
Em agosto do ano passado, os condôminos chegaram a realizar reunião formal para discutir a expulsão da corretora do prédio. No total, 52 dos 58 moradores teriam votado a favor da medida.
Daiane é natural de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e morava em Caldas Novas. Ela administrava seis apartamentos da família dela no prédio.
Força-tarefa
O desaparecimento de Daiane Alvez Souza passou a ser investigado pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), sob a presidência do delegado Rodrigo Pereira.
A corporação não descarta nenhuma hipótese e reforça que quaisquer informações sobre o paradeiro da mulher podem ser repassadas, com garantia de sigilo absoluto, por meio do telefone 197 ou pelos canais oficiais da Delegacia de Polícia de Caldas Novas.
De acordo com o titular da DIH, delegado Rodrigo Pereira, ele esteve no condomínio com agentes da PC para novas diligências. A equipe chegou em uma viatura descaracterizada e analisou pontos estratégicos do prédio. Moradores relataram que, à época do desaparecimento, o edifício passava por reformas e que as câmeras de segurança que cobriam áreas da garagem não estavam funcionando.
Para os investigadores, uma das hipóteses é de que outra pessoa tenha colocado a corretora em um veículo, possivelmente no porta-malas, e deixado o local sem ser registrada por câmeras.










