Caso Daiane: desaparecimento passa a ser investigado pela Homicídios

Caso passou a ser investigado pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH). Segundo a PCGO, operação é integrada para elucidar o caso

atualizado

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DAIANE ALVES SOUZA
1 de 1 DAIANE ALVES SOUZA - Foto: Divulgação

Goiânia – O desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alvez Souza, de 43 anos, passou a ser investigado pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), sob a presidência do delegado Rodrigo Pereira. A corporação não descata nenhuma hipótese e reforça que quaisquer informações sobre o paradeiro da mulher podem ser repassadas, com garantia de sigilo absoluto, por meio do telefone 197 ou pelos canais oficiais da Delegacia de Polícia de Caldas Novas.

A mulher está desaparecida desde a noite de 17 de dezembro, após ir ao subsolo do edifício para verificar um problema no fornecimento de energia em seu apartamento.

Veja o vídeo:


Últimas imagens

  • Momentos antes de desaparecer, a corretora de imóveis Daiane Alves Souza enviou um vídeo a uma amiga enquanto descia no elevador do prédio onde mora e foi vista pela última vez.
  • Nas imagens dentro do elevador, a mulher ainda aparece falando com outro morador sobre a queda de energia.
  • A câmera de segurança do elevador registrou toda a ação, inclusive o momento em que Daiane retorna à cabine e desce até o subsolo do prédio, onde iria religar o relógio de energia — procedimento que, segundo a família, era comum no condomínio. O circuito mostra que ela seguiu filmando com o celular.
  • Esse último vídeo feito por ela, no entanto, não foi enviado para a amiga. As imagens da câmera de segurança mostram a porta do elevador se abrindo no subsolo e Daiane saindo. A partir desse momento, não há mais registros da mulher.

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Daiane Alves, no elevador
Daiane Alves Souza
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Problema nas câmeras

Após a saída do elevador, não há imagens que mostrem a corretora deixando o prédio pela portaria ou pela garagem, o que reforça a suspeita de que ela possa ter sido retirada do local contra a própria vontade.

De acordo com o titular da DIH, delegado Rodrigo Pereira, ele esteve no condomínio com agentes da PC para novas diligências. A equipe chegou em uma viatura descaracterizada e analisou pontos estratégicos do prédio. Moradores relataram que, na época do desaparecimento, o edifício passava por reformas e que as câmeras de segurança que cobriam áreas da garagem não estavam funcionando.

Para os investigadores, uma das hipóteses é que outra pessoa tenha colocado a corretora em um veículo, possivelmente no porta-malas, e deixado o local sem ser registrada por câmeras.

Caso Daiane

Em nota, a Polícia Civil informou que realiza uma força-tarefa é realizada para esclarecer o caso e que novos detalhes vão ser divulgados ao decorrer das investigações.

“Foi formalizada uma força-tarefa destinada à apuração do desaparecimento de Daiane Alves Sousa, no município de Caldas Novas. Em razão da repercussão dos acontecimentos, a Polícia Civil informa que a imprensa será atualizada oportunamente acerca do avanço das investigações. Contudo, neste momento, não serão repassadas informações adicionais, a fim de preservar o sigilo necessário às diligências em curso e evitar prejuízo às apurações”, diz o comunicado.

A Polícia Civil segue ouvindo moradores, funcionários do condomínio e analisando documentos internos, incluindo informações sobre o corte de energia e o funcionamento do sistema de monitoramento. Segundo os investigadores, nenhuma possibilidade está descartada.

Desaparecimento misterioso

A família de Daiane mora em Uberlândia (MG), mas possui seis apartamentos em Caldas Novas, e a corretora é responsável por administrar a locação desses imóveis.

O combinado era que Daiane viajaria para Uberlândia no Natal e retornaria depois para cuidar da demanda do Ano-Novo. Durante esse período, a mãe dela, Nilse Alves Pontes, ficaria administrando os apartamentos no lugar.

No dia em que a mãe e a filha da corretora chegaram em Caldas Novas, em 18 de dezembro, ambas tentaram contato com a mulher por telefone, mas não obtiveram resposta. A última conversa por mensagem ocorreu na manhã do dia anterior.

A filha de Daiane, que estava em Goiânia com o namorado, chegou ao apartamento e encontrou o local trancado, apesar de o vídeo mostrar que Daiane deixou o apartamento aberto. Ao bater à porta, ela não foi atendida.

Em seguida, Nilse chegou ao prédio, abriu o apartamento e constatou que Daiane não estava no local. Buscas foram feitas em outros imóveis da família, sem sucesso. Desorientados, os familiares registraram um boletim de ocorrência e passaram a procurar informações em hospitais, UPAs e com amigos, mas nenhuma pista foi encontrada.

Nilse detalha que Daiane é solteira, tem uma filha de 17 anos e não teve nenhum relacionamento recente. Sem notícias da filha, ela diz que a incerteza tem se tornado cada vez mais difícil de suportar. Segundo ela, a falta de informações concretas aumenta o sofrimento da família a cada dia.

“Está muito estranha essa situação dela não ter voltado. E não temos imagem dela saindo do prédio. Por que ela não voltou ao apartamento? Não temos mais respostas sobre o que aconteceu com Daiane”, lamenta a mãe.

Como forma de pressionar por respostas, a mulher contratou um carro de som para circular por Caldas Novas pedindo atenção das autoridades para o caso.

Um mês de desaparecimento

Além disso, familiares e amigos já se mobilizaram em dois atos públicos na cidade onde ocorreu o desaparecimento. Uma nova manifestação está prevista para acontecer em Uberlândia, na Praça Tubal Vilela, nesta sexta-feira (17/1), quando o sumiço de Daiane completa um mês.

“Estamos falando de uma cidade essencialmente turística. É difícil aceitar que alguém simplesmente desapareça sem deixar qualquer rastro. Já procurei de todas as formas possíveis. Agora, só nos resta buscar apoio da imprensa e cobrar uma resposta das autoridades”, desabafou Nilse.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio da 19ª Delegacia Regional de Polícia (Caldas Novas), e é tratado como desaparecimento.

A família reforça o pedido por respostas e solicita que qualquer informação que possa contribuir com as investigações seja repassada à Polícia Militar (190), à Polícia Civil (197) ou de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181.

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