Donos de apês em hotel em Caldas Novas protestam contra administradora

Cerca de 70 manifestantes foram ao fórum da cidade para pedir a saída da WAM da administração do Riviera Park Hotel. Relembre o caso

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução/Google
riviera 11
1 de 1 riviera 11 - Foto: Reprodução/Google

Cerca de 70 proprietários de apartamentos do Riviera Park Hotel, em Caldas Novas (GO), foram à porta do fórum da região, na tarde dessa sexta-feira (9/1), para protestar contra a WAM Riviera Administração Hoteleira, atual administradora do empreendimento. Os donos dos imóveis travam uma batalha judicial com a empresa citada há mais de um ano e vêm sendo proibidos de usufruir dos próprios bens da maneira que gostariam.

Em resumo, os proprietários de apartamentos do Riviera acusam a WAM de interferir na liberdade de escolha em relação ao aluguel do imóvel. Segundo os donos, a WAM os obriga a entrarem no sistema pool da empresa, isto é, alugar os apês de acordo com um padrão definido pela administradora, e não por conta própria.

Já a WAM nega as acusações. A administradora alega que apenas cumpre a convenção e as “60 decisões judiciais que veda expressamente a exploração hoteleira paralela e irregular”, conhecida como pool paralelo.

Foram meses de discussões, incluindo episódios envolvendo a Polícia Militar de Goiás (PMGO), até a realização de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), em 25 de novembro de 2025. 400 donos de apartamentos participaram da reunião e 375 deles votaram para a destituição da WAM do cargo de administradora-síndica do Riviera Park Hotel. A votação, porém, não foi aceita pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), razão que levou o grupo a protestar nessa sexta-feira (9/1), como mostra o vídeo acima.

“Fizemos uma belíssima Assembleia Geral Extraordinária onde nós tivemos 375 votos pela destituição da atual administradora, a WAM, eles tiveram votos [favoráveis] e esse processo está ajuizado. Nós precisamos, primeiramente, da justiça divina, e da justiça da Terra para fazer valer o nosso direito de propriedade”, afirma um manifestante nas imagens.

“Não estamos pedindo nenhum favor, apenas estamos pedindo para usufruir do que cada um de nós compramos. O nosso recado é um só: justiça!”

Depois de protestar na frente do fórum, os manifestantes se dirigiram à fachada do Riviera Park Hotel. “Vamos vencer, a vitória está próxima”, declarou outro protestante, que estava posicionado sobre um trio elétrico.

Apartamento invadido

Sem poder utilizar os imóveis da forma que quiserem, muitos dos proprietários acabam deixando as portas fechadas durante muito tempo. A dona de um apartamento, porém, alega ter sido surpreendida negativamente mesmo sem estar utilizando o local.

A mulher, que terá o nome preservado, conta que foi ao apartamento dela no Riviera pouco antes do Natal do ano passado, após ficar cerca de um mês sem visitá-lo. Chegando lá, ela percebeu que o local continha itens que não eram dela, o que indica que a administradora pode ter cedido o espaço a algum hóspede.

“Quando eu cheguei no meu apartamento, a primeira coisa que eu vi foi um lixo no banheiro e uma garrafa de café que não era minha”, relata a proprietária. Além da desconfiança, ela menciona a burocracia supostamente imposta pela WAM quanto ao uso dos imóveis por parte de terceiros. “Eu tinha emprestado o apartamento para uma amiga há um mês, mas ela não conseguiu entrar”, comenta. “Então, teoricamente, o apartamento tinha que estar limpo e não estava, tinha papel de balinha e um sabonete usado no banheiro”.

A suspeita da denunciante aumentou ao perceber um aumento no consumo de energia. “A conta de luz está vindo mais cara. Como é que um apartamento que está fechado vem uma conta de energia maior?! Isso começa a gerar dúvidas na nossa cabeça se o apartamento estava ou não sendo usado”, cita.

A dona do imóvel foi à Polícia Civil de Goiás (PCGO) para registrar boletim de ocorrência. Na ocasião, ela contou acreditar que o hotel possa ter autorizado a entrada de terceiros sem o conhecimento dela. O caso é investigado.

Outro lado

Em contato com o Metrópoles, a WAM afirmou desconhecer a situação mencionada acima. “Em verificação interna, consta em sistema apenas um registro de reserva para o apartamento em questão, no período entre 19/11 e 22/11, regularmente autorizada pelo marido da proprietária, a qual foi posteriormente caracterizada como no-show, sem qualquer registro de ocupação do imóvel”, declarou.

A empresa disse ainda que “segue protocolos rigorosos de controle e gestão de reservas, com total rastreabilidade dos processos” e que “permanece à disposição da proprietária para averiguar o ocorrido”.

Quanto ao protesto ocorrido na sexta-feira, a empresa lamentou a manifestação, que, na visão da administradora, causou “perturbação ao bem-estar e à tranquilidade das famílias e hóspedes que chegavam ao empreendimento” na data.

“O ato, convocado de forma intempestiva para um período sabidamente de lazer e descanso, ignora o direito ao sossego da coletividade e o próprio regramento do condomínio”, acusa a empresa. “Canais oficiais seguem abertos para esclarecimentos a proprietários e hóspedes, priorizando sempre a harmonia do ambiente condominial”, encerra.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comDistrito Federal

Você quer ficar por dentro das notícias do Distrito Federal e receber notificações em tempo real?