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Em dura manifestação na sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (6/9), o ministro Luiz Fux defendeu a prisão dos delatores Joesley Batista e Ricardo Saud. O magistrado afirmou que a dupla atentou contra a dignidade da Justiça. A mensagem foi feita como sugestão direta ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, presente na sessão — caberia ao Ministério Público Federal (MPF) pedir à Justiça a prisão de Joesley e Saud.

“Eu verifico que esse episódio de ontem, que foi difundido de forma transparente pelo excelentíssimo senhor Procurador-Geral da República, revelou que esses partícipes do delito, que figuraram como colaboradores, eles ludibriaram o Ministério Público, eles degradaram a imagem do país no plano internacional, eles atentaram contra a dignidade da Justiça e eles revelaram a arrogância dos criminosos do colarinho branco”, afirmou Fux.

“De sorte que eu deixo ao MP a opção de fazer com que esses participantes dessa cadeia criminosa que confessaram diversas corrupções, que eles passassem do exílio nova-iorquino para o exílio da Papuda”, afirmou o ministro, mencionando o complexo penitenciário sediado no Distrito Federal. “Gostaria de sugerir isso aqui em meu nome pessoal e eventualmente daqueles que concordam com a minha indignação”, acrescentou.

Antes da sessão, abordado por repórteres, Fux já havia feito a primeira sugestão pela prisão de Joesley Batista e Ricardo Saud. Um dos pontos que mais incomodaram o ministro foi a menção a ministros do Supremo. “Eles procuraram degradar a imagem do Supremo Tribunal Federal através de uma bravata e sem prejuízo eles causaram enorme prejuízo ao Brasil no plano internacional”, afirmou.

Procurada, a assessoria de imprensa da JBS enviou uma nota em defesa de Joesley Batista e Ricardo Saud. Leia a íntegra:

“Os colaboradores apresentaram, dentro dos prazos legais estabelecidos, as informações e documentos que complementam os esclarecimentos prestados previamente à Procuradoria-Geral da República e continuam à disposição para cooperar com a Justiça”, diz a nota dos delatores da JBS.

Na segunda-feira, Janot revelou conteúdos “gravíssimos” encontrados em áudio gravado pelos colaboradores e abriu um procedimento administrativo na PGR para apurar suspeitas de omissão de fatos criminosos por delatores da JBS e de que o ex-procurador da República Marcelo Miller teria atuado em favor da empresa nos preparativos para o acordo de colaboração enquanto ainda não havia sido exonerado do Ministério Público Federal (MPF).

O ministro Edson Fachin, relator do caso, decidiu tirar o sigilo nesta terça-feira (5/9), e aguarda novo pedido de providências da PGR em relação ao caso.

 

 

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