Fraude no INSS: deputado alvo da PF tentou reunião com relator da CPMI

Euclydes Pettersen foi alvo da PF e é apontado como “núcleo político” de blindagem à Conafer

atualizado

metropoles.com

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Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Euclydes-Pettersen
1 de 1 Euclydes-Pettersen - Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), que foi alvo de mandados de busca e apreensão na nova fase da operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (13/11), tentou se reunir com o relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), semanas antes de entrar na mira da comissão.

Segundo apurou o Metrópoles, parlamentares aliados ao deputado mineiro sondaram o relator e disseram que Pettersen gostaria de falar com Gaspar a respeito das acusações de envolvimento do parlamentar com entidades investigadas. As conversas teriam se dado em meados de outubro. O relator, porém, teria negado se encontrar com o deputado.

Pettersen é apontado pela PF como parte do “núcleo político” do esquema. Como mostrou a coluna de Tácio Lorran, do Metrópoles, o parlamentar vendeu um avião a Vinicius Ramos da Cruz, presidente do Instituto Terra e Trabalho (ITT), uma ONG parceira da Conafer – entidade envolvida na Farra do INSS, logo após receber R$ 2,5 milhões em emendas parlamentares dele.

Semanas depois de ter sido sondado, Gaspar disse que Euclydes Pettersen deveria prestar esclarecimentos à comissão sobre o supostos envolvimento com o esquema de descontos indevidos em aposentadorias no INSS. O requerimento de convite foi apresentado por Gaspar em 3 de novembro – 10 dias antes de Euclydes ser alvo da Polícia Federal.

Ao Metrópoles, o relator disse que há clima para que o requerimento seja votado na CPMI, mas que levar os pedidos para a votação é uma prerrogativa do presidente do colegiado, o senador Carlos Viana (Podemos-MG).

O senador mineiro disse, depois da oitiva desta quinta-feira (13/11), que o colegiado tem interesse sim em pautar o requerimento em breve, mas que deverão encontrar a data oportuna para a oitiva e que isso pode não ser este ano, já que as agendas de dezembro já estão preenchidas. Ao mesmo tempo afirmou que, se necessário, pode abrir outra agenda.

O que diz o deputado 

Depois de ser alvo da PF, Euclydes Pettersen disse, em nota, que recebeu a ação “com serenidade e respeito às instituições”.

“Já fui alvo de duas operações: em uma delas, fui absolvido, e na outra, o Judiciário sequer recebeu a denúncia, por falta de provas que comprovassem qualquer prática criminosa”, escreveu. “Deixo claro que apoio integralmente o trabalho das autoridades competentes e me coloco à inteira disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários. Acredito na justiça, na verdade e na importância das investigações sérias, conduzidas dentro da legalidade e com total transparência”, prosseguiu Pettersen.

O Metrópoles procurou o deputado por meio da sua assessoria de imprensa para pedir uma manifestação a respeito do pedido para se reunir com o relator Alfredo Gaspar, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

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