Forças de segurança pública farão protesto contra PEC Emergencial

Categoria diz que presidente Bolsonaro age com "desprezo" em relação aos servidores. Eles querem ser poupados de "gatilhos fiscais"

atualizado 09/03/2021 21:17

PFTomaz Silva/Agência Brasil

As forças de segurança pública decidiram realizar um protesto, na manhã desta quarta-feira (10/3), contra a Proposta de Emenda à Constituição nº 186, de 2019, a (PEC) Emergencial. Segundo a categoria, as movimentações serão tomadas por causa do “desprezo” com o qual, segundo eles, o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) tem tratado os profissionais da área.

A decisão foi tomada pela União dos Policiais do Brasil (UPB). De acordo com a entidade, mesmo com os servidores estando na linha de frente da pandemia de Covid-19, Bolsonaro não deu apoio à categoria em relação aos “gatilhos” da PEC Emergencial, que retira uma série de benefícios, como aumento salarial.

“Homens e mulheres sujeitos à alta exposição e a risco de contaminação, que nunca abandonaram suas atividades e que, seguidamente, foram ignorados pela gestão do presidente Jair Bolsonaro”, diz nota da UPB.

Os policiais são proibidos de fazer greve, por isso, dizem eles, o plano é realizar paralisações ao longo do dia. Fazem parte da UPB delegados, peritos, agentes da Polícia Federal, policiais rodoviários federais entre outras carreiras.

“Gatilhos”

O texto da PEC enviado à Câmara pelo Senado teve apoio do Palácio do Planalto, inclusive, com o voto do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) contra a exclusão dos policiais.

Se aprovado, o texto estipula um gatilho para congelamento de salário e proibição de progressão na carreira e novas contratações sempre que houver decretação de estado de calamidade ou quando a relação entre despesas correntes e receitas correntes alcançar 95%.

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