Flordelis rebate testemunha: “Vou contar o outro lado dessa história”

Em depoimento, a testemunha contou que uma das filhas adotivas da parlamentar teria se mutilado após uma briga com Flordelis

atualizado 30/11/2020 12:46

FlordelisReprodução/Redes Sociais

Em novo desdobramento da investigação do assassinato do pastor Anderson do Carmo, da qual a deputada federal Flordelis dos Santos Souza é ré, uma testemunha afirmou em depoimento que uma das filhas adotivas da parlamentar teria se mutilado após uma briga com a mãe. Flordelis rebateu, afirmando que contaria “o outro lado dessa história”.

De acordo com o depoimento da testemunha, cujo o nome não foi revelado, a menina teria ferido seu próprio braço com um estilete escrevendo a frase “EU S LIXO”, após ter sido chamada de lixo por Flordelis.

“Aguentei muitas calúnias calada sem me manifestar para não atrapalhar as investigações, mas agora vocês vão começar a ouvir o outro lado dessa história, o que a mídia não mostra, as injustiças e as acusações sem provas que estão sendo feitas contra mim”, escreveu Flordelis em uma rede social no domingo (29/11).

Na postagem, Flordelis ainda compartilhou um vídeo de uma visita que teria feito à filha na sexta-feira (27/11). Segundo ela, a garota estaria internada devido a “problemas emocionais” e sugeriu que, só teria sido mencionada durante a audiência de sexta (27/11) “por algo que ela fez em um momento de dor emocional”.

Ainda na publicação, ela alega que foi denunciada ao Ministério Público sem provas. “Ela foi internada para tratar de problemas emocionais causados por mentiras que foram feitas contra nós. Venho aqui dizer que não vou admitir que meus filhos sejam atingidos mais, para desabafar a minha dor e indignação com tantas declarações infundadas que além de manchar a minha reputação, só afastam a justiça de descobrir a verdade sobre os fatos”, suplicou Flordelis.

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O caso

Flordelis dos Santos Souza é ré na investigação do assassinato do pastor Anderson do Carmo em 2019, ela é suspeita de ser mandante do crime. Em 18 de setembro de 2020, o uso da tornozeleira eletrônica por Flordelis foi determinado pela juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, da 3° Vara Criminal de Niterói (RJ). Na ocasião, a magistrada também impôs um recolhimento domiciliar noturno, obrigando a deputada a permanecer em casa das 23h às 6h.

No dia 13 de novembro, quando houve a primeira audiência, as testemunhas de acusação foram ouvidas. Entre elas, os delegados Allan Duarte e Bárbara Lomba, que conduziram as investigações.

Flordelis é a única dos 11 réus que não está presa. Por possuir imunidade parlamentar, a deputada somente poderia ser detida em flagrante delito por crime inafiançável.

 

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