Caso Flordelis: advogado da família de pastor morto diz ter sido ameaçado
Ângelo Máximo registrou uma ocorrência policial após participar de audiência sobre o assassinato de Anderson do Carmo
atualizado
Compartilhar notícia

O advogado Ângelo Máximo, que representa a família do pastor Anderson do Carmo, registrou uma ocorrência por ameaça na Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí. Ele participou de audiência sobre o crime na última sexta-feira (13/11) e contou que um homem teria feito gesto de arma com a mão enquanto o encarava e fazia um sinal afirmativo com a cabeça.
Ao contar o que viu para o promotor, ele teria sido orientado a compartilhar a informação com a juíza. A partir dali, não sofreu outras ameaças, mas resolveu procurar a polícia por estar preocupado. As informações são do jornal O Globo.
Segundo um amigo de Máximo, o autor da ameaça seria um segurança da deputada Flordelis, acusada de ser a mandante do assassinato do marido. A identidade do homem, no entanto, ainda foi confirmada.
“Eu passei a me preocupar com essa atitude no final da audiência, quando meu amigo me confidenciou que foi feito por seguranças dela”, contou o advogado ao jornal.
O defensor da família do pastor também informou que já solicitou as imagens do Fórum para conseguir fazer a identificação do homem. “A investigação está requisitando as imagens do Fórum junto ao Tribunal de Justiça para identificar a pessoa. Eu protocolei os dois ofícios. As imagens serão entregues na DH”, disse.
O advogado da parlamentar, Anderson Rollemberg, alegou, por meio de nota, que Máximo está gerando alarde. “Cada pessoa deve responder por seus atos. Portanto, se alguém o ameaçou na audiência, caberá ao advogado denunciante primeiramente provar que foi ameaçado e depois provar que foi por mando da deputada. Tudo um verdadeiro circo desse advogado“, afirmou.
Ângelo disse que já foi ameaçado seis vezes até o dia 26 de janeiro. De acordo com ele, a mais grave ocorreu quando um motociclista parou ao seu lado e teria dito para “tomar cuidado” por estar lidando com “gente grande”. O advogado registrou ocorrência no dia seguinte ao ocorrido.
As outras ameaças teriam sido semelhantes e feitas por diferentes pessoas que passavam por ele na rua e falavam frases com esse mesmo teor.










