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Eleições 2026Brasil

Flávio nega ter autorizado ação de aliado contra reajuste do Bolsa Família

Flávio Bolsonaro afirmou que Zé Trovão entrou com ação por conta própria. TSE rejeitou pedido sem analisar a legalidade do aumento

17/09/2026 21:53, atualizado 17/09/2026 22:22
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
imagem colorida de flávio bolsonaro

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quinta-feira (17/9), que não autorizou o deputado federal Zé Trovão (PL-SC) a recorrer à Justiça Eleitoral para tentar barrar o reajuste de 15,04% do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo Flávio, o parlamentar tomou a decisão por conta própria.

“Quero dizer que houve um deputado que acionou a Justiça para tentar barrar esse reajuste. Não foi com a minha autorização. Não concordo com isso. Ele não deveria ter entrado com a ação, mas entrou. Fez isso por conta própria. Não fui eu que pedi que ele fizesse isso”, afirmou.

A ação foi rejeitada pelo ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O magistrado entendeu que Zé Trovão não tinha legitimidade para apresentar o pedido contra um candidato à Presidência, já que ele disputa uma vaga de deputado federal e os cargos são submetidos a circunscrições eleitorais diferentes.

A decisão, no entanto, não analisou se o reajuste do Bolsa Família é legal ou se viola a legislação eleitoral. Mendonça destacou que o reconhecimento da falta de legitimidade de Zé Trovão não representa uma manifestação sobre a legalidade ou constitucionalidade da medida.

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Deputado Zé Trovão em discurso na Câmara
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Deputado Zé Trovão foi acusado de agressão pela noiva em Brasília
Candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL)
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Deputado Zé Trovão em discurso na Câmara
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Deputado Zé Trovão em discurso na Câmara

Reprodução/Câmara dos Deputados
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Deputado Zé Trovão foi acusado de agressão pela noiva em Brasília
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Deputado Zé Trovão foi acusado de agressão pela noiva em Brasília

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Críticas a Lula

Apesar de afirmar que não concorda com a iniciativa de Zé Trovão na Justiça Eleitoral, Flávio manteve as críticas ao reajuste anunciado pelo governo federal. O candidato acusou Lula de utilizar o aumento do benefício com finalidade eleitoral.

“Essa merreca? Você não tem vergonha na cara?”, afirmou Flávio, dirigindo-se ao presidente. “Lula está achando que vai comprar o voto do pobre dando mais R$ 90 por mês. Você acha que R$ 90 vão proporcionar uma vida melhor ao pobre? Que ele vai poder voltar a sonhar?”

Mais cedo, durante agenda na Bahia, o candidato do PL já havia criticado o anúncio. Na ocasião, afirmou que o petista teria editado uma medida que, segundo ele, seria proibida durante o período eleitoral.

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O reajuste eleva o valor mínimo do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691, uma correção de 15,04% nos benefícios. O decreto publicado nesta quinta-feira estabelece que a atualização corresponde à variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.

Os novos valores terão impacto financeiro a partir de outubro. O pagamento do benefício reajustado está previsto para começar em 19 de outubro, entre o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, e um eventual segundo turno, em 25 de outubro.

O governo federal sustenta que a medida representa uma correção pela inflação acumulada, e não um aumento real do benefício. A Advocacia-Geral da União (AGU) também defende que a legislação do programa permite ao Executivo corrigir os valores dos benefícios.

A mudança foi estabelecida pelo Decreto nº 13.120, publicado em edição extra do Diário Oficial da União nesta quinta-feira. Além do piso de R$ 691, o texto atualiza outros componentes do programa, como o Benefício de Renda de Cidadania, que passa a ser de R$ 164 por integrante, e o Benefício Primeira Infância, que sobe para R$ 173.