Flávio Bolsonaro provoca Lula: "É o único que quer o tarifaço"
Senador reagiu às críticas do presidente e disse que voltará aos EUA para pedir que Trump não imponha tarifas a produtos brasileiros

Senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou, nesta quinta-feira (2/7), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o “único que quer o tarifaço” e voltou a defender o adiamento da medida.
“Lula é o único que quer o tarifaço contra produtos brasileiros. Provocou, esbravejou, não negociou e fez lobby a favor do PCC e do Comando Vermelho para que não fossem classificados como terroristas”, escreveu Flávio.
O senador também acusou o presidente de tentar transformar uma eventual taxação em uma narrativa política favorável ao governo.
“Fez isso acreditando que pode transformar a possível punição às empresas brasileiras em uma falsa narrativa de ‘defesa da soberania’. Lula está se lixando para o Brasil. Faz qualquer coisa para tentar se reeleger”, afirmou.
“Eu sou o oposto do Lula. Eu luto contra os narcoterroristas, trabalho de verdade contra as tarifas e vou defender sempre o nosso Pix, criado no governo Bolsonaro. O Pix é brasileiro, sem taxa, e ninguém mexe”, declarou.
O parlamentar afirmou ainda que retornará aos Estados Unidos na próxima semana para reforçar o pedido de que o governo norte-americano não aplique a sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros.
Críticas de Lula
Segundo o presidente, a iniciativa representa uma postura de “entreguismo” e configura uma traição aos interesses nacionais.
“É inaceitável que a família Bolsonaro, com o seu entreguismo, queira submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos”, afirmou o petista.
O presidente também classificou como “atitude de traidores da Pátria” o pedido para adiar a entrada em vigor das tarifas e acusou a família Bolsonaro de querer “entregar o Pix a interesses estrangeiros”.

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No documento enviado ao governo dos Estados Unidos, Flávio argumenta que a implementação imediata da sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros poderia beneficiar politicamente Lula às vésperas das eleições de 2026.
O senador afirma que os Estados Unidos têm interesse em evitar medidas econômicas que possam ser interpretadas como interferência no processo eleitoral brasileiro e pede que a eventual aplicação das tarifas seja adiada para depois do pleito.
A carta foi encaminhada antes da audiência pública marcada para a próxima segunda-feira (6/7), quando o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) discutirá a proposta de sobretaxar produtos brasileiros.
O governo norte-americano tem até 15 de julho para decidir se aplicará ou não as tarifas de 25% sobre parte das importações vindas do Brasil.










