Fisiculturista que matou esposa espancada é condenado a 20 anos em GO

Fisiculturista Igor Porto Galvão foi condenado por matar a companheira, Marcela Luíse. Crime ocorreu em maio de 2024 em Aparecida de Goiânia

atualizado

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Fisiculturista Igor Porto e Marcela Luise - Metrópoles
1 de 1 Fisiculturista Igor Porto e Marcela Luise - Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes sociais

O fisiculturista Igor Porto Galvão foi condenado a 20 anos e 6 meses de prisão em regime fechado pelo assassinato de sua companheira, Marcela Luíse de Souza Ferreira. A sentença foi proferida nesta quinta-feira (26/6), após júri popular.

O Tribunal do Júri de Aparecida de Goiânia (GO) reconheceu o crime como feminicídio com quatro qualificadoras: motivo fútil, meio cruel, uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e violência de gênero.


O caso

  • Marcela morreu no dia 20 de maio de 2024, 10 dias depois de ter sido internada em estado grave. De acordo com o Ministério Público, ela foi espancada no dia 10 de maio, após uma discussão com Igor.
  • Laudo do Instituto Médico Legal apontou traumatismo craniano como causa da morte. Segundo a acusação, o réu deu chutes e socos na vítima, a banhou em seguida e, mesmo com ela inconsciente, a levou ao hospital alegando acidente doméstico.
  • O caso ganhou notoriedade quando os médicos desconfiaram das versões apresentadas por Igor e acionaram a Polícia Civil.
  • A gravidade das lesões e os relatos de testemunhas, que afirmaram que Marcela frequentemente aparecia com hematomas e sinais de agressões, reforçaram a suspeita de violência contínua no relacionamento.

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Marcela Luise Ferreira morreu aos 31 anos
Fisiculturista Igor Porto Brandão, preso pela morte da namorada, Marcela Luíse
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Fisiculturista Igor Porto Brandão, preso pela morte da namorada, Marcela Luíse

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Marcela Luise Ferreira morreu aos 31 anos
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Marcela Luise Ferreira morreu aos 31 anos

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O juiz Leonardo Fleury Curado Dias, presidente do Tribunal do Júri, afirmou na sentença que a brutalidade do crime foi agravada pela desproporção de força física entre o réu — professor de fisiculturismo — e a vítima.

“O meio cruel restou demonstrado pelos vários ferimentos apresentados pela vítima, indicativo de espancamento”, destacou. Ele também apontou que Marcela era submetida a violência psicológica e humilhações constantes, com ameaças relacionadas à guarda da filha do casal.

Fisiculturista confessou o crime

Durante o julgamento, a defesa tentou desclassificar o crime para lesão corporal seguida de morte, mas os jurados reconheceram que Igor teve intenção de matar. O réu confessou a autoria do crime, o que levou o juiz a aplicar uma atenuante de seis meses na pena final.

Além da condenação, o magistrado determinou que Igor continue preso e cumpra a pena em regime fechado, sem direito a recorrer em liberdade. “A morte da vítima deixou uma filha menor desamparada, sem o apoio material e emocional da mãe”, frisou o juiz ao justificar o aumento da pena base, fixada em 21 anos e posteriormente reduzida em razão da confissão.

A Justiça não fixou valor de indenização à família, mas deixou aberta a possibilidade de ação reparatória em outra instância. Igor Porto Galvão segue preso desde maio de 2024, quando foi decretada sua prisão temporária após o início das investigações.

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