Fiocruz alerta: 18 estados e DF têm nível crítico na ocupação de UTIs

Somente nessa última semana, seis estados passaram a apresentar situação crítica na ocupação desses leitos, devido à pandemia de Covid-19

atualizado 03/03/2021 19:39

Joice Kroetz/Divulgação Assessoria de Imprensa HRTGB

Boletim publicado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nessa terça-feira (3/3), de forma extraordinária, revela que 18 estados, além do Distrito Federal, estão com a ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinados a pacientes com Covid-19 acima de 80%.

Em comparação com o último boletim, publicado há uma semana – em 22 de fevereiro – pelo Observatório Covid-19, da Fiocruz, seis estados passaram a fazer parte dessa faixa crítica da ocupação de leitos. São eles: Pará, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhã e Piauí.

Além disso, 20 capitais (veja a lista abaixo) apresentam taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos de 80% ou mais; outas cinco têm taxas maiores que 70%.

No último boletim, 17 capitais estavam em nível crítico. O levantamento anterior, no entanto, não considerava os dados de Brasília, que já estava, na ocasião, com poucas vagas de UTI disponíveis.

São elas:

  • Porto Velho (100%)
  • Florianópolis (98%)
  • Goiânia (95%)
  • Curitiba (95%)
  • Teresina (94%)
  • Natal (94%)
  • Campo Grande (93%)
  • Rio Branco (93%)
  • Manaus (92%)
  • Fortaleza (92%)
  • Brasília (91%)
  • São Luís (91%)
  • Rio de Janeiro (88%)
  • João Pessoa (87%)
  • Palmas (85%)
  • Cuiabá (85%)
  • Belém (84%)
  • Salvador (83%)
  • Boa Vista (82%)
  • Porto Alegre (80%)

Pela primeira vez desde o início da pandemia, segundo a Fiocruz, verifica-se em todo o país o agravamento simultâneo de diversos indicadores.

“A questão de sobrecarga nos sistemas de saúde é uma preocupação desde o início da pandemia e agora principalmente deve-se olhar para estes indicadores como um alerta real. Os dados são muito preocupantes, mas cabe sublinhar que são somente a ‘ponta do iceberg'”, avalia a Fiocruz.

“Por trás deles estão dificuldades de resposta de outros níveis do sistema de saúde à pandemia, mortes de pacientes por falta de acesso a cuidados de alta complexidade requeridos, a redução de atendimentos hospitalares por outras demandas, possível perda de qualidade na assistência e uma carga imensa sobre os profissionais de saúde”, prossegue.

Leia a íntegra do boletim:

Boletim Extraordinario 2021 Marco 03 by Tácio Lorran on Scribd

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