Filme de Bolsonaro: Bia Kicis reage à apuração sobre envio de emendas
A deputada federal Bia Kicis negou que tenha destinado emendas parlamentares para o filme do ex-presidente Jair Bolsonaro
atualizado
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A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) se manifestou, nesta sexta-feira (15/5), após ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a abertura de uma apuração preliminar para investigar possíveis direcionamentos das emendas parlamentares para projetos culturais, incluindo a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o filme Dark Horse.
Por meio de uma nota encaminhada ao Metrópoles, Kicis nega que tenha destinado emenda parlamentar para a produção de filme ou qualquer conteúdo audiovisual relacionado à vida do Presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a parlamentar, a destinação das emendas foram direcionadas para a produção dos episódios “Portugal: Luz para o Brasil”, “José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil” e “Dom Pedro I: o Libertador”.
“O projeto em questão possui investimento total de R$ 1.650.000,00, sendo que a emenda parlamentar indicada pela deputada corresponde a R$ 150.000,00, com caráter estritamente complementar para viabilização da iniciativa”, explica trecho da nota.
Dino pede investigação sobre irregularidades na destinação de emendas para entidades ligadas a uma produtora cinematográfica. Entre as entidades citadas estão o Instituto Conhecer Brasil (ICB), Academia Nacional de Cultura (ANC), Go Up Entertainment e Conhecer Brasil Assessoria.
A apuração preliminar aberta por Dino busca informações de cinco pessoas que destinaram emendas para a produção de filmes: os ex-deputados federais Alexandre Ramagem e Carla Zambelli e os deputados federais Marcon Pollon, Bia Kicis e Mario Frias.
A nova apuração tramitará sob sigilo nível 3, segundo a decisão do ministro do STF.
A decisão de Dino também ocorre em meio à revelação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro para Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a viabilização da obra cinematográfica.
Informações preliminares apontam que o banqueiro teria prometido ao parlamentar R$ 134 milhões para ajudar no filme. Até o momento, entretanto, os comprovantes apontam o repasse de R$ 61 milhões.
Leia na íntegra a nota de Bia Kicis:
“A Deputada Federal Bia Kicis esclarece que, em momento algum, destinou emenda parlamentar para a produção de filme ou qualquer conteúdo audiovisual relacionado à vida do Presidente Jair Bolsonaro. Trata-se de informação incorreta, que distorce a finalidade real dos recursos públicos empregados.
O projeto em questão possui investimento total de R$ 1.650.000,00, sendo que a emenda parlamentar indicada pela deputada corresponde a R$ 150.000,00, com caráter estritamente complementar para viabilização da iniciativa. Ressalte-se, ainda, que o valor indicado sequer foi pago até o presente momento, inexistindo, portanto, qualquer execução financeira vinculada à referida emenda. Os recursos foram destinados a um projeto de natureza cultural e educativa, voltado à valorização da história nacional e ao fortalecimento da economia criativa.
A iniciativa contempla a produção dos episódios “Portugal: Luz para o Brasil”, “José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil” e “Dom Pedro I: o Libertador”, com potencial de alcance superior a 100 mil estudantes e cerca de 500 mil pessoas. O projeto também prevê a geração de mais de 60 empregos diretos e 150 indiretos, além de impacto econômico estimado acima de R$ 4.000.000,00, com ativação de diversos setores produtivos.
Além de promover o acesso a conteúdos educativos, a ação incentiva o intercâmbio cultural e econômico entre Brasil e Portugal, reforçando vínculos históricos e ampliando a projeção internacional da cultura brasileira.
Diante disso, a deputada reafirma que a destinação dos recursos observou rigorosamente os princípios da administração pública e atendeu ao interesse coletivo, contribuindo para a educação, a cultura e o desenvolvimento econômico. Reitera, ainda, o repúdio a interpretações equivocadas ou tentativas de associação indevida da emenda parlamentar a finalidades diversas daquelas efetivamente aprovadas e executadas”.
