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FIEMG avalia que acordo com UE beneficia setores como café e minério

Federação das indústrias de Minas Gerais destaca potencial do acordo UE–Mercosul, mas defende cautela para avaliar impactos

Repórter de Brasil09/01/2026 19:11
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SimpleImages/Getty Images
Imagem colorida mostra xícara de café - Como o segredo de café saboroso pode estar no intestino dos elefantes - Metrópoles

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) divulgou comunicado em que avalia de forma positiva o avanço do acordo entre a União Europeia e o Mercosul. “O acordo pode ampliar oportunidades ao facilitar o acesso a um mercado exigente e de alto valor agregado, beneficiando setores como café, mineração, siderurgia, celulose e cadeias industriais integradas, como a automotiva e de autopeças”, diz a entidade na nota.

A organização que representa o setor produtivo no estado pede, porém, “atenção” à implementação do acordo, “especialmente para segmentos mais sensíveis à concorrência externa, além de atividades que dependem do cumprimento de exigências sanitárias e regulatórias específicas”.

O Conselho Europeu ratificou, nesta sexta-feira (9/1), o acordo entre União Europeia e Mercosul, em Bruxelas, na Bélgica. “Os acordos precisarão da aprovação do Parlamento Europeu antes de serem formalmente concluídos pelo Conselho. A ratificação por todos os Estados-Membros da UE também será necessária para que o EMPA entre em vigor”, detalha a decisão do Conselho Europeu.

O acordo deverá ser efetivamente assinado em 17 de janeiro em cerimônia no Paraguai, que preside o Mercosul atualmente.

Minas e a Europa

Entre 2021 e 2025, segundo a FIEMG, as exportações mineiras para a União Europeia somaram cerca de US$ 31,0 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 13,38 bilhões: um saldo positivo de US$ 17,62 bilhões.

A pauta exportadora mineira para a União Europeia é concentrada principalmente em café (58%), minério de ferro (9%) e ferroligas (8%), além de insumos e bens industriais de média e média-alta intensidade tecnológica.

Já as importações provenientes do bloco europeu envolvem, majoritariamente, máquinas e equipamentos (27%), produtos farmacêuticos (11%) e itens do setor automotivo, sobretudo partes e peças (9%).

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