Fechamento de fronteira do Brasil com a Venezuela entra no 10º dia

Durante a semana, governador de Roraima chegou a anunciar acordo para encerrar o bloqueio, mas entrave continua sem previsão de solução

atualizado

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ROMMEL PINTO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
FRONTEIRA DA VENEZUELA COM O BRASIL SEGUE FECHADA EM RORAIMA APÓS ORDEM DE MADURO.
1 de 1 FRONTEIRA DA VENEZUELA COM O BRASIL SEGUE FECHADA EM RORAIMA APÓS ORDEM DE MADURO. - Foto: ROMMEL PINTO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O bloqueio que impede a passagem entre o Brasil e a Venezuela chegou ao 10º dia sem solução neste domingo (3/3). O presidente venezuelano Nicolás Maduro anunciou o fechamento da fronteira entre os países no dia 21 de fevereiro.

Na quarta-feira (27), o governador de Roraima, Antonio Denarium, reuniu-se com o governador do estado de Bolívar, Justo Nogueira Pietri, para discutir a reabertura da fronteira terrestre. No encontro, eles conversaram sobre tratativas comerciais que possibilitem abastecer as cidades fronteiriças de Pacaraima e Santa Elena de Uairén.

Os dois governadores demonstraram preocupação com o desabastecimento de produtos básicos para as duas regiões. Segundo o secretário adjunto de Comunicação do governo de Roraima, Ricardo Amaral, os representantes venezuelanos ficaram de levar o pleito de restabelecimento das relações comerciais na fronteira terrestre para o governo central da Venezuela, mas ainda não houve resposta.

De acordo com Amaral, não há registros recentes de casos de conflitos entre manifestantes e forças de segurança observados nos primeiros dias de fechamento da fronteira. “O maior impacto é para os comerciantes da fronteira porque, com a crise econômica e a escassez de produtos, os venezuelanos vinham comprar insumos do lado brasileiro”, disse.

Nesse sábado, o indígena venezuelano Rolando Garcia Martinez, de 52 anos, não resistiu aos ferimentos que sofreu durante um confronto entre manifestantes e militares na fronteira do Brasil com a Venezuela. Segundo a Secretaria de Saúde de Roraima, essa é a segunda morte decorrente do conflito, em 22 de janeiro, após o bloqueio militar na região fronteiriça para impedir a entrada de medicamentos e ajuda humanitária.

Ontem (1º), Maduro afirmou, no Twitter, que sua determinação é promover, de forma pacífica, a cooperação e compreensão dos países com respeito e fraternidade. Ele não mencionou as reuniões do autodeclarado presidente venezuelano, Juan Guaidó, com os presidentes Jair Bolsonaro e Mario Abdo Benítez, do Paraguai, ocorridas em momentos distintos.

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