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Brasil

Fazenda se manifesta sobre avanço de 1,1% do PIB no primeiro trimestre

IBGE divulgou, nesta sexta-feira (29/5), o resultado do desempenho da economia no primeiro trimestre de 2026

29/05/2026 10:35, atualizado 29/05/2026 10:45
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Imagem colorida de foto da fachada do Ministério da Fazenda

O Ministério da Fazenda se pronunciou, na manhã desta sexta-feira (29/5), sobre o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço na economia foi de 1,1%.

Em uma nota, a Secretaria de Política Econômica (SPE) da Fazenda enfatizou que o crescimento correspondeu às expectativas do mercado e superou as previsões da pasta (1,0%). Por outro lado, a secretaria destaca que deve haver desaceleração da economia nos próximos trimestres.

“O crescimento na margem deverá desacelerar, com a dissipação do efeito de políticas públicas sendo parcialmente compensada pela redução do custo do crédito. No quarto trimestre é esperado uma retomada à medida que a indústria manufatureira ganhe tração em resposta à flexibilização monetária em curso”, aponta a SPE.

Isto significa que a SPE conta com a redução dos juros na economia. No momento, a taxa básica de juros da economia, a Selic, está em 14,5%, após a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), nos dias 28 e 29 de abril. O próximo encontro do colegiado está marcado para os dias 16 e 17 junho.

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De maneira geral, o mercado considera que os juros vão encerrar o ano em 13,25%, conforme o último Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central na segunda-feira (25/5).

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A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. A Selic é utilizada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia.


O PIB do Brasil

  • Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade, em um ano. A divulgação é feita trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
  • Uma alta significa que a economia está crescendo em um ritmo bom. Por outro lado, um recuo implica encolhimento da produção econômica da nação.
  • A estimativa do Banco Central (BC) para o crescimento da atividade econômica do país neste ano é de 1,6%. Já o Ministério da Fazenda projeta uma expansão mais otimista, de 2,3%. Para o mercado financeiro, o PIB do Brasil avançará 1,89% em 2026.
  • Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, ante crescimento de 3,4% no ano de 2024.

O resultado do PIB

O PIB do Brasil avançou 1,1% no primeiro trimestre (janeiro a março) deste ano, comparado ao quarto trimestre do ano passado.

A agropecuária foi o setor com o maior crescimento no período, com percentual de 2%. Na sequência aparece a indústria: 1%. O resultado do trimestre veio em linha com as previsões da maioria dos economistas.

Veja o desempenho dos setores da economia:

  • agropecuária: 2%;
  • indústria: 1%; e
  • serviços:  0,5%.

Projeções anuais

Diante do resultado desta sexta, o Ministério da Fazenda mantém a projeção de 2,3% para o crescimento do PIB do ano de 2026. O mercado é mais cauteloso.

Boletim Focus da última segunda-feira (25/5) indica avanço de 1,89%, índice superior à projeção da semana passada (1,85%).

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) espera crescimento do PIB na casa de 1,6% em 2026, mesmo patamar previsto pelo BC.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou a volta do Brasil neste ano ao posto de 10ª maior economia global. O documento do FMI traz como novidade aumento na projeção de crescimento do PIB brasileiro, no patamar de 1,9%.