“Faz parte da história”, diz Bolsonaro sobre facada em Juiz de Fora

Durante discurso de lançamento de projeto na saúde, ele se emocionou ao lembrar do atentado e agradeceu aos médicos que salvaram sua vida

atualizado 13/06/2019 12:08

Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse, nesta quinta-feira (13/06/2019), que a facada que levou em Juiz de Fora durante a campanha presidencial, em setembro de 2018, faz parte da história do Brasil e não deve ser esquecido. “Sou paulista e mineiro”, acrescentou o presidente, ao dizer que renasceu com o atentado sofrido durante eleições presidenciais, a mando do destino. “Obrigado aos médicos daquele momento que fez parte da história do Brasil. Deus e o destino quiseram que eu chegasse a ser presidente da República”, completou.

O depoimento do presidente foi dado durante discurso de lançamento do programa BNDES Saúde, uma dotação de R$ 1 bilhão para linha de crédito voltado a instituições filantrópicas sem fins lucrativos que prestam atendimento no SUS. Defensor do projeto Bolsonaro brincou ao dizer que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, “atropelou” o ministro da Economia, Paulo Guedes, com a nova linha de crédito. Ainda, ele agradeceu aos parlamentares que tem apoiado o governo no Congresso.

De acordo com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, o programa concederá empréstimos a serem pagos no prazo de 12 a 18 anos às instituições interessadas, com taxas de juros competitivos, próxima à taxa de mercado. “Eventualmente, se tivermos acesso ao FGTS, a taxa poderá ser abaixo a taxa de mercado”, completou Levy.

Foto: Reprodução/ TV SBT

Segundo Bolsonaro, esta é a primeira vez que o órgão está sendo utilizado para o bem da população pois, no governo do ex-presidente Lula, ele teria sido usado para “interesses de países comunistas” com juros subsidiados. “Uma festa no BNDES”, disse. “O órgão era utilizado politicamente por governos, que não tinha compromisso com a vida”, completou.

Além disso, o presidente elogiou o companheirismo entre os ministros de seu governo e agradeceu Guedes por ajudá-lo com assuntos econômicos. “Ele é o posto Ipiranga da Economia. Quisera cada um de nós tivesse um posto Ipiranga para socorrer em momentos difíceis”, brincou.

Bolsonaro terminou o discurso ao falar que ele e o vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), são soldados do Brasil. “Mourão não é general nem eu sou capitão, somos soldados buscando ganhar essa guerra”, concluiu.

Para o presidente do Banco, a parceria entre o governo e as instituições tem o objetivo de garantir a sustentabilidade dos programas de casas sociais. “Hoje a saúde representa 10% do PIB. O próprio Banco Mundial  disse que melhoras da gestão dos sistemas hospitalares economizam R$ 10 bilhões por ano”, afirmou. Levy encerrou o discurso ao afirmar que cerca de R$ 11 bilhões do BNDES estão reservados para o setor da saúde.

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