Faremos com os EUA o que eles fizeram conosco, diz Lula após reação da PF

Lula cita reciprocidade após expulsão de delegado da PF, mas diz esperar que os EUA estejam dispostos a conversar e retomar a normalidade

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Arte/Reprodução
Foto colorida de Lula e Trump -- Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de Lula e Trump -- Metrópoles - Foto: Arte/Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (22/4) que o Brasil adotará o princípio da reciprocidade nas relações com os Estados Unidos, após a nova crise diplomática envolvendo a expulsão recíproca de agentes ligados à cooperação policial entre os dois países.

“Ou seja, o que eles fizeram conosco, a gente vai fazer com eles, esperando que eles estejam dispostos a voltar a conversar e as coisas voltarem à normalidade”, afirmou o presidente.

A declaração ocorreu durante agenda no Palácio da Alvorada, ao lado do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e do ministro da Justiça, Wellington César Lima.

Na ocasião, Lula elogiou a atuação da corporação brasileira ao reagir à decisão norte-americana com base no princípio da reciprocidade — prática comum na diplomacia que prevê respostas equivalentes entre Estados.

Faremos com os EUA o que eles fizeram conosco, diz Lula após reação da PF - destaque galeria
5 imagens
Presidente Lula, ministro da Justiça Wellington Lima e Silva e diretor-geral da PF Andre Rodrigues
Decisão coloca em xeque a relação de Trump com Lula, que até o momento tinha tons agradáveis
Marcelo Ivo atuou na prisão do deputado federal cassado Alexandre Ramagem do território norte-americano
Alexandre Ramagem foi preso nos EUA, mas solto dois dias depois
Faremos com os EUA o que eles fizeram conosco, diz Lula após reação da PF - imagem 1
1 de 5

Ricardo Stuckert / PR
Presidente Lula, ministro da Justiça Wellington Lima e Silva e diretor-geral da PF Andre Rodrigues
2 de 5

Presidente Lula, ministro da Justiça Wellington Lima e Silva e diretor-geral da PF Andre Rodrigues

Ricardo Stuckert/ PR
Decisão coloca em xeque a relação de Trump com Lula, que até o momento tinha tons agradáveis
3 de 5

Decisão coloca em xeque a relação de Trump com Lula, que até o momento tinha tons agradáveis

Ricardo Stuckert/PR
Marcelo Ivo atuou na prisão do deputado federal cassado Alexandre Ramagem do território norte-americano
4 de 5

Marcelo Ivo atuou na prisão do deputado federal cassado Alexandre Ramagem do território norte-americano

Redes sociais/Reprodução
Alexandre Ramagem foi preso nos EUA, mas solto dois dias depois
5 de 5

Alexandre Ramagem foi preso nos EUA, mas solto dois dias depois

Breno Esaki/Metrópoles

Entenda a crise

  • O impasse teve início após o governo de Donald Trump determinar a retirada do delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava como oficial de ligação junto ao Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos.
  • A função fazia parte de um acordo bilateral de cooperação entre os países.
  • Segundo autoridades norte-americanas, o delegado teria tentado “manipular o sistema de imigração” para contornar procedimentos formais de extradição.
  • A acusação foi rechaçada pelo governo brasileiro, que interpretou a medida como uma quebra de confiança nas relações institucionais.
  • Em resposta, a Polícia Federal retirou as credenciais de um agente de imigração dos Estados Unidos que atuava dentro da corporação, em Brasília.
  • A decisão foi justificada justamente pelo princípio da reciprocidade, com o objetivo de manter equilíbrio no tratamento entre os países.

A crise está diretamente ligada à detenção do ex-deputado federal Alexandre Ramagem em território norte-americano. Considerado foragido pela Justiça brasileira, ele foi alvo de um pedido de extradição e chegou a ser preso com base na cooperação entre Brasil e EUA.

No entanto, Ramagem foi liberado dois dias depois sem comunicação prévia às autoridades brasileiras. Segundo os Estados Unidos, a decisão ocorreu no âmbito de verificação migratória, e o ex-deputado poderá permanecer no país enquanto aguarda análise de um pedido de asilo.

O novo episódio aumentou o desgaste entre as diplomacias e colocou em xeque os mecanismos de cooperação jurídica e policial entre as duas nações.

Reação do Itamaraty

O Ministério das Relações Exteriores criticou duramente a conduta norte-americana. Em nota, o Itamaraty afirmou que a retirada do delegado brasileiro não seguiu a “boa prática diplomática” e ocorreu sem aviso prévio ou pedido de esclarecimentos.

Segundo o órgão, o policial brasileiro atuava de forma oficial e amparada por memorandos de entendimento firmados entre os países, o que reforça a avaliação de quebra de protocolo por parte dos Estados Unidos.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?