Lula elogia PF por retirar credenciais de agente dos EUA no Brasil

Segundo Lula, Brasil espera que os Estados Unidos “estejam dispostos a voltar a conversar e as coisas voltarem à normalidade”

atualizado

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1 de 1 presidente-lula-3 - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exaltou, nesta quarta-feira (22/4), o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, pela retirada das credenciais de um agente de imigração dos Estados Unidos que atuava na sede da corporação, em Brasília. Veja vídeo:

Veja:

“Parabéns pela sua posição com relação ao delegado americano, colocando a reciprocidade. Ou seja, o que eles fizeram conosco, a gente vai fazer com eles, esperando que eles estejam dispostos a voltar a conversar e as coisas voltarem à normalidade. Parabéns”, declarou Lula em um vídeo publicado nas redes sociais.

A ação da PF ocorreu após o governo de Donald Trump pedir a retirada dos Estados Unidos do delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que era oficial de ligação junto ao Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) e atuou na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) em território norte-americano.

Segundo Andrei, a decisão foi tomada pelo “princípio da reciprocidade”.

Na diplomacia, a reciprocidade funciona como um mecanismo de equilíbrio: ações tomadas por um governo tendem a ser respondidas de maneira semelhante pelo outro, como forma de manter tratamento equivalente entre os países.

Com a saída de Marcelo Ivo, o diretor-geral da PF nomeou a delegada Tatiana Alves Torres para substituí-lo. Ela é delegada de carreira desde 2002, já foi superintendente da PF em Minas Gerais e, desde dezembro do ano passado, estava na função de coordenadora-geral de Gestão de Processos da Diretoria de Gestão de Pessoas (DGP).

Itamaraty condena ação dos EUA

Mais cedo, o Itamaraty criticou a decisão do governo norte-americano. Segundo o órgão, a medida não seguiu a “boa prática diplomática” nem respeitou regras de cooperação entre os dois países.

Em nota, o Itamaraty expôs que o agente brasileiro atuava como oficial de ligação junto ao ICE, com base em um memorando bilateral. O órgão afirma que a interrupção das atividades ocorreu de forma imediata, sem comunicação prévia ou pedido de esclarecimentos ao governo brasileiro.


Entenda o caso

  • O episódio está ligado à detenção, na semana passada, do ex-deputado federal Alexandre Ramagem nos Estados Unidos.
  • Considerado foragido pela Justiça brasileira, ele havia sido alvo de um pedido de extradição.
  • A Polícia Federal afirmou que a prisão ocorreu com base na cooperação entre os dois países.
  • Já os EUA sustentam que a abordagem ocorreu após verificação do status migratório.
  • Ramagem foi liberado dois dias depois, sem aviso prévio às autoridades brasileiras.
  • Segundo os EUA, o ex-deputado poderá permanecer em solo norte-americano, enquanto aguarda resposta ao pedido de asilo.
  • Ao justificar a expulsão do delegado da PF, o Departamento de Estado norte-americano acusou o brasileiro de tentar “manipular o sistema de imigração” para contornar procedimentos formais de extradição.
  • A medida foi interpretada pelo governo brasileiro como uma quebra de confiança na cooperação bilateral, ponto que agora está no centro da tensão diplomática.

Contratações para a PF

Nesta quinta, o chefe do Executivo assinou um decreto que autoriza a contratação de mil novos policiais federais aprovados, mas não classificados dentro do quantitativo de vagas originalmente previsto no concurso público para o provimento de cargos do quadro de pessoal da Secretaria Nacional de Políticas Penais do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

No vídeo, feito no Palácio da Alvorada, Lula aparece ao lado de Andrei Rodrigues e do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, para anunciar a contratação dos novos agentes da corporação. “São 630 agentes, 160 escrivães, 120 delegados, 69 peritos e 21 papiloscopistas”, disse Lula.

“Recomendei ao meu ministro da Justiça que fizesse uma convocação a todos os agentes da polícia e delegados que estão prestando serviço fora da PF, em outro departamento, para que volte para a Polícia Federal, porque nós assumimos um compromisso de fazer uma guerra contra o crime organizado e nós precisamos dos policiais em serviço da Polícia Federal, e não em outro serviço”, completou presidente.

Segundo Lula, “esta medida é a materialização do nosso compromisso com o enfrentamento do crime organizado. Uma medida que vai ampliar a atuação da Polícia Federal em regiões de fronteira, portos, aeroportos, e a prestação de serviços à sociedade”.

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