Falta de refrigeração pode ter condenado 2 mil doses de vacina em GO
Entre imunizantes, estão 875 doses contra Covid. Material ficou até 20 horas em temperatura que chegou a 30 graus. Caso foi em Paranaiguara
atualizado
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Goiânia – Um freezer que deveria armazenar vacinas contra a Covid-19 e outras doenças em baixas temperaturas estragou e chegou a marcar 30ºC. Em decorrência disso, 2.127 doses de imunizantes podem ser descartadas no município de Paranaiguara, no sul do estado, a cerca de 352 km da capital goiana.
O equipamento que deveria manter o estoque refrigerado estragou no último domingo (16/5). Inicialmente, o prejuízo era de 440 doses de vacina. No entanto, o vice-prefeito e secretário de saúde da cidade, Acácio Rodrigues, em entrevista à TV Anhanguera/Rede Globo, nessa quinta-feira (20/5), informou que o número já tinha subido para 875 doses contra a Covid-19 e 630 contra a gripe.
Em um terceira contagem realizada nesta sexta-feira (21/5), a Prefeitura de Paranaiguara contabilizou 875 doses contra o coronavírus e outras 1.252 contra outras 18 doenças. O número atualizado foi enviado ao Ministério Público, que apura o caso.
O técnico responsável pela manutenção do freezer foi chamado para tentar identificar o problema do equipamento.
De acordo com Acácio Rodrigues, o refrigerador passou por manutenção recente e que ainda não foi possível saber de fato o que aconteceu. Os imunizantes ficaram aproximadamente 20 horas fora da temperatura adequadas pelas fabricantes.
Avaliação
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES), quem faz essa avaliação das vacinas é o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz).
Por meio de nota, o Ministério da Saúde (MS) informou que soube da situação na quarta-feira (19/5), e que “avalia os formulários e irá encaminhá-los ao Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS)”.
Também de acordo com o MS, “se a análise apresentar laudo insatisfatório, é recomendado o descarte dos imunizantes”. O órgão explicou que uma “perda operacional” de 5% de todas as doses enviadas “é previamente calculada”, por isso não deve repor essas vacinas caso elas não possam ser aplicadas.
