Extrema direita quer “calar” professores, ciências e artes, diz Lula
Presidente afirmou que o espectro político “teme” a educação porque “sabe que é onde nasce a consciência”
atualizado
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta segunda-feira (25/5), que a extrema direita, no geral, “não tolera” a autonomia de universidades, e deseja “calar” professores e estudantes. Segundo o petista, o espectro político nega a ciência e censura as artes.
“Em várias partes do mundo, a extrema direita não tolera a autonomia das universidades. Querem calar professores e estudantes e coibir a diversidade. Negam a ciência, censuram as artes e transformam as salas de aula em instrumento de dominação”, disse Lula.
A declaração foi dada durante o 1º Fórum de Reitores Brasil-África, que reuniu reitores de universidades brasileiras e africanas em Brasília. O evento é realizado na data em que se celebra o Dia da África no continente.
Segundo o presidente, a extrema direita “teme” a educação porque “sabe que é onde nasce a consciência”.
“O pensamento crítico caminha lado a lado com a luta anticolonial e o combate ao racismo, à misoginia, à xenofobia e todas as formas de discriminação. As universidades seguirão como bastiões da resistência aos horrores cometidos em todas as guerras. A extrema direita teme a educação porque sabe que é onde nasce a consciência”, completou o presidente.
O titular do Planalto também voltou a criticar o uso de inteligência artificial em campanhas eleitorais.
“Por que nós não utilizamos a inteligência artificial para fazer uma coisa concreta, além das maldades que se faz nas campanhas políticas? Por que nós não aproveitamos esse poder da internet para fazer as coisas que a gente não conseguia fazer um tempo atrás? Sabe o que falta? Uma decisão e uma causa”, pontuou Lula.