Ex-presidente do PT vota errado e ajuda a derrubar IOF

O deputado Rui Falcão afirmou que estava no elevador e votou errado, mas pediu retificação

atualizado

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Ex-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), o deputado federal Rui Falcão (SP) votou a favor da derrubada do reajuste do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) durante votação nesta quarta-feira (25/6). Procurado pelo Metrópoles, ele afirmou que errou o voto e pediu retificação.

O Congresso Nacional aprovou o projeto que derruba o reajuste das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O texto aprovado pelos deputados susta os decretos editados pelo governo federal e agora segue para o Senado Federal.

O texto derruba os decretos recentemente editados pelo governo federal que tratam das alíquotas do IOF. O Executivo já havia recuado de parte das medidas e revisado as alíquotas, mas o Congresso seguiu insatisfeito e passou a defender a derrubada total das mudanças.

A decisão do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) de incluir o projeto de decreto legislativo (PDL) na pauta desta quarta surpreendeu tanto o governo Lula quanto a oposição.

Mais cedo, o líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante, afirmou que a decisão de Hugo Motta de pautar o mérito do PDL nesta quarta-feira (25/6) é resultado da inação do governo após “recado” do Congresso. O recado citado por Sóstenes foi a aprovação da urgência do PDL na semana passada.

Congresso rejeitou medidas

O governo havia anunciado a alta no IOF no fim de maio, medida que visava arrecadar mais R$ 20 bilhões e atingir a meta fiscal deste ano. A medida teve forte reação negativa do mercado e do Congresso e o governo recuou de parte das medidas na mesma noite.

O texto ainda em vigor continuou a não ser bem recebido. Diante da repercussão, o governo negociou com parlamentares e ficou acordado que o aumento das alíquotas seria reduzido e que seria enviada uma medida provisória (MP) com outras alternativas de arrecadação.

O governo, então, propôs um pacote de medidas fiscais para contornar a elevação das alíquotas do IOF e garantir o déficit zero, além de editar um novo decreto. A saída foi costurada com os congressistas, mas o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), recuou.

Tendo antes classificado a reunião com ministros do governo como um encontro “histórico”, passou a criticar o pacote fiscal costurado com o governo e não garantiu a aprovação. O recuo deu gás à oposição que, com apoio inclusive de deputados da base do governo, encampou a defesa da aprovação de um projeto de decreto legislativo que revogasse as elevações nas alíquotas do IOF.

 

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