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Brasil

Evangélicos pró-Lula pedem a Mendonça derrubada de sigilo no Caso Master

Em carta ao ministro, frente de evangélicos critica vazamentos seletivos e pede transparência e imparcialidade nas investigações

10/09/2026 10:30, atualizado 10/09/2026 10:58
Rosinei Coutinho/STF
Ministro André Mendonça durante sessão plenária do STF Metrópoles 2

A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito divulgou carta direcionada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na qual pede a retirada do sigilo das investigações sobre o caso Master.

O grupo é composto por diferentes denominações da igreja evangélica e declarou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano. No documento, publicado nesta quinta-feira (10/9), a frente se dirige ao ministro “como irmão na fé em Jesus Cristo”.

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O movimento de evangélicos afirma que, diante da gravidade do escândalo, cabe ao magistrado “conduzir as investigações com transparência, serenidade e imparcialidade”.

Também critica “vazamentos seletivos”, que, na avaliação do grupo, “alimentam versões, atingem adversários e transformam uma investigação em instrumento político” em meio ao período eleitoral.

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“O mesmo critério deve valer para todos. Não pode haver rigor para uns e proteção para outros, sejam aliados, sejam adversários, sejam ministros, sejam candidatos, sejam irmãos na fé”, diz a carta.

“Por isso, pedimos a retirada do sigilo das investigações. Que sejam conhecidos os documentos, as mensagens, as decisões e as relações de todos os envolvidos”, assinala.

Por fim, o grupo argumenta que a fé “não deve ser usada para levantar suspeitas contra outros irmãos”. “Também não pode servir de escudo, palanque ou instrumento eleitoral. O Deus a quem servimos não precisa de proteção do Estado. É o Estado que precisa da justiça e da verdade ensinadas por Ele.”

O documento segue a linha do posicionamento de Lula sobre a crise que se abateu sobre a Suprema Corte. Em manifestação na quarta-feira (9/9), o presidente cobrou a quebra completa do sigilo das investigações sobre o Master, “doa a quem doer”. O petista também reclamou de vazamentos seletivos.