Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Evangélico, Messias não se opõe ao casamento homoafetivo

Indicado ao STF, Jorge Messias disse que cumprirá a lei. Ele é sabatinado na CCJ do Senado nesta quarta-feira (29/4)

Repórter de Brasil29/04/2026 11:57, atualizado 29/04/2026 16:39
Compartilhar notícia
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Imagem colorida de Jorge Messias - Metrópoles

O advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse, nesta quarta-feira (29/4), que não se opõe ao casamento homoafetivo e que atuará na Corte para que “toda forma de preconceito” seja combatida.

Ele foi questionado sobre o tema pelo senador Fabiano Contarato (PT-SE) durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

Evangélico, Messias não se opõe ao casamento homoafetivo - destaque galeria
9 imagens
Messias será sabatinado nesta quarta-feira pelo Senado
Jorge Messias chega para sabatina no Senado Federal
Messias foi indicado Lula para ocupar a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso
Congresso pode impor 2ª derrota ao governo em 24 horas após revés com Jorge Messias
Jorge Messias na CCJ do Senado
O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Supremo Tribunal Federal (STF)
1 de 9

O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Supremo Tribunal Federal (STF)

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Messias será sabatinado nesta quarta-feira pelo Senado
2 de 9

Messias será sabatinado nesta quarta-feira pelo Senado

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Jorge Messias chega para sabatina no Senado Federal
3 de 9

Jorge Messias chega para sabatina no Senado Federal

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Messias foi indicado Lula para ocupar a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso
4 de 9

Messias foi indicado Lula para ocupar a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Congresso pode impor 2ª derrota ao governo em 24 horas após revés com Jorge Messias
5 de 9

Congresso pode impor 2ª derrota ao governo em 24 horas após revés com Jorge Messias

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Jorge Messias na CCJ do Senado
6 de 9

Jorge Messias na CCJ do Senado

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Jorge Messias no Senado
7 de 9

Jorge Messias no Senado

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Messias: "Entre erros e acertos, o STF vem se mantendo firme como guardião da supremacia constitucional e do nosso Estado de Direito"
8 de 9

Messias: "Entre erros e acertos, o STF vem se mantendo firme como guardião da supremacia constitucional e do nosso Estado de Direito"

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Jorge Messias e senador Otto Alencar, presidente da CCJ do Senado
9 de 9

Jorge Messias e senador Otto Alencar, presidente da CCJ do Senado

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Messias lembrou que, em 2011, o STF reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar.

Segundo ele, o Judiciário só interferiu no caso porque o Congresso não tinha nenhuma definição sobre o tema.

“Nós tivemos uma série de avanços que foram implementados a partir de uma atitude do STF. O legislador, a quem caberia em primeira face desenvolver os temas dentro de uma omissão política, se omitiu. O casamento civil homoafetivo é um desses temas. Demorou mais de duas décadas após a Constituição para que o STF reconhecesse e estabelecesse os critérios”, declarou.

O AGU ressaltou que combaterá toda a forma de preconceito, conforme determina a Constituição.

“Da minha parte, o que eu tenho que defender é o núcleo constitucional dessa instituição que veda a discriminação, que determina a igualdade, e toda forma de preconceito deve ser combatida”, ressaltou.

Após a sabatina de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, haverá votação em plenário. A CCJ é presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA).

O advogado-geral da União foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ocupar a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro.

Jorge Messias é homem da confiança do chefe do Planalto e evangélico. Tornou-se uma tentativa do petista de quebrar a resistência com esse grupo para angariar novos votos para as eleições presidenciais de outubro.

Temas sensíveis

Na sabatina, Jorge Messias declarou que é “totalmente contra” a interrupção da gestação e incondicionalmente a favor da vida. 

No entanto, defendeu um olhar humanizado para as mulheres. Ele lembrou que a lei prevê casos em que o procedimento é autorizado e destacou a importância de um debate mais amplo sobre o tema.

“Um aborto, qualquer que seja a circunstância, é uma tragédia humana. Agora, a gente precisa olhar também com humanidade para uma mulher, para uma criança, para uma adolescente, para uma vida. É por isso que a lei estabeleceu hipóteses muito restritas de excludentes da ilicitude”, destacou.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters