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Brasil

EUA marcam para 6 de julho audiência para discutir novo tarifaço

Em relatório, EUA acusam Banco Central de favorecer Pix injustamente e de ser desleal com as empresas norte-americanas

02/06/2026 08:55, atualizado 02/06/2026 09:26
Alex Brandon-Pool/Getty Images
Donald Trump durante pronunciamento na TV

O governo dos Estados Unidos marcou, para 6 de julho, uma audiência com representantes de organizações norte-americanas e brasileiras para discutir a respeito da proposta de taxação de 25% sobre produtos do Brasil para corrigir as práticas consideradas desleais pela gestão de Donald Tump.

Segundo o cronograma, o prazo final para a aplicação do novo tarifaço é 15 de julho.

Confira as datas

  • Prazo máximo para o envio de solicitações de comparecimento à audiência pública — 22 de junho.
  • Prazo para o envio de comentários por escrito sobre as medidas propostas pelo USTR — 1º de julho.
  • Audiência com autoridades do Brasil e dos EUA — 6 de julho.
  • Data limite para a aplicação legal da tarifa — 15 de julho.

A proposta de taxação ocorre após o relatório do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), órgão responsável pela política comercial do país, acusar o Banco Central de atual de forma “dupla” e desleal, sendo discriminatório com as empresas americanas.

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EUA dizem que BC atua de forma desleal ao priorizar o Pix
Senador Flávio Bolsonaro se encontrou com o presidente Donald Trump no dia 26 de maio
Relatório acusou Pix brasileiro de prejudicar as empresas americanas
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Luh Fiuza/Metrópoles @Luhfiuzafotografia
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Bruno Peres/Agência Brasil
Senador Flávio Bolsonaro se encontrou com o presidente Donald Trump no dia 26 de maio
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Senador Flávio Bolsonaro se encontrou com o presidente Donald Trump no dia 26 de maio

Divulgação/Flávio Bolsonaro

Os EUA afirmam que a autarquia age simultaneamente como regulador e operador do sistema o que criaria “um conflito de interesses”.

Acusações dos EUA contra o Pix

  • BC age de forma dupla e desleal.
  • Sustentam que o tratamento preferencial do Brasil dado ao Pix são injustos e discriminatórias.
  • Empresas norte-americanas estariam sendo prejudicadas.
  • Tarifa de 25% seria necessária como medida corretiva para diversas práticas comerciais brasileiras.

O escritório aponta que o Pix cria vantagens competitivas em relação a empresas privadas estrangeiras que oferecem serviços de pagamento digital. Ele também classifica atos, políticas e práticas brasileiras como “irracionais” ou capazes de restringir o comércio norte-americano.

Caso a taxação extra seja aceita, uma lista de produtos ficará isenta, como algumas carnes, frutas, café, terras-raras e aeronaves.