Estupro coletivo de adolescente pode ter durado até duas horas, diz polícia

O crime foi cometido por pelo menos seis suspeitos contra uma estudante de 14 anos, no morro do Cantagalo, no Rio de Janeiro

atualizado 15/10/2020 10:41

Investigações conduzidas pela 13ª DP apontam que o estupro de uma estudante de 14 anos cometido por pelo menos seis suspeitos, no morro do Cantagalo, zona sul do Rio de Janeiro, pode ter durado até duas horas. Todos os acusados, três deles menores de idade, alegaram que as relações sexuais com a adolescente foram consensuais.

Segundo os depoimentos, a menina saiu de casa com duas amigas, na madrugada do dia 27 de setembro, sem o consentimento dos pais. As três foram a um local conhecido como Ladeira, onde jovens se reúnem para beber, dançar e conversar. As informações são do Extra.

Chegando ao local, as garotas encontraram Dhonathan Moraes de Araújo Clementino, Robert de Souza Brandao Casciano, ambos de 18 anos, Danilo Luiz Cabral de Souza, de 19 anos e três adolescentes, de 16 e de 14 anos, que já eram conhecidos do grupo.

A vítima e os homens teriam ingerido “Ousadia”, uma bebida com teor alcoólico de 13,5%, misturada com vodka. As amigas da menina disseram não ter bebido e que foram para uma festa na favela.

Os rapazes então teriam levado a adolescente para a laje de uma casa em construção, às 3h, onde teria sido abusada, já inconsciente. A garota conta que, ao retornar a lucidez, percebeu que estava em cima da mesa e sendo abusada por eles. De acordo com a análise da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), em nenhum momento a menina teve vontade de praticar os atos.

Pouco depois das 5h, a vítima, rodeada de crianças de 6 e 7 anos que pediam socorro por ela, foi encontrada pelas amigas. Ao receber a filha, visivelmente debilitada, a mãe imediatamente levou a garota para o Hospital Municipal Miguel Couta, onde ficou internada por três dias.

De acordo com o delegado Felipe Santoro, os depoimentos, laudo pericial e provas colhidas corroboram a versão apresentada pela vítima. Com isso, em menos de 72 horas, os responsáveis pelo estupro foram identificados e tiveram as prisões decretadas pela Justiça.

“Trata-se de um crime bárbaro, que merece total repúdio, principalmente quando praticado contra uma adolescente de 14 anos, em nítido estado de vulnerabilidade e cometido por pessoas que eram de seu trato social. Esperamos que o resultado exitoso das investigações encorajem outras vítimas de atos desta natureza a recorrer à polícia para que haja a punição dos criminosos“, destacou o delegado.

Diego Leal, advogado dos acusados, disse que eles estão à disposição da Justiça e irão provar a inocência.

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