Suspeitos de estupro coletivo contra adolescente se entregam à polícia

Uma jovem foi violentada após beber com os amigos, no alto do Morro do Cantagalo, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro

atualizado 09/10/2020 17:19

Os cinco suspeitos de terem abusado sexualmente de uma menina de 14 anos, no alto do Morro do Cantagalo, em Copacabana (RJ), se entregaram à polícia, na tarde desta sexta-feira (9/10). Segundo informações do jornal Extra, a Justiça havia expedido mandados de busca e apreensão de três maiores e dois menores envolvidos no caso.

Os advogados de defesa dos suspeitos aconselharam o grupo a se apresentar às autoridades, depois que a investigação do caso identificou os autores do crime. A vizinha e mãe de uma das amigas da vítima afirmou que os suspeitos de cometerem o crime são conhecidos da adolescente.

Segundo a mãe da testemunha, os jovens bebiam na principal via da favela. Durante a madrugada, os rapazes levaram a garota para uma casa no alto da comunidade e praticaram o abuso. O governador em exercício do estado, Cláudio Castro, disse que vai cobrar uma “investigação rigorosa” do caso.

“Todos aqui se conhecem (vítima e agressores). A minha família e a da menina são evangélicas. Somos da Assembleia de Deus. Já os agressores moram aqui perto. Não entendemos o motivo. De vez em quando nos víamos na igreja (vítima e agressores)”, afirmou uma testemunha, de 42 anos, que mora em uma casa ao lado da família da garota que foi estuprada.

A testemunha não soube precisar a quantidade de pessoas que bebiam juntas no dia do abuso, mas garantiu que todos se conhecem desde a infância. “Não posso falar quantas pessoas estavam nesse evento (o estupro). Tanto a minha filha quanto a menina que foi vítima fogem de casa e a gente (pais) é sempre o último a saber das coisas. Mas era comum todos (vítima e agressores) saírem e se encontrarem para conversar porque eram conhecidos”, explicou.

A manicure contou que quem socorreu a vítima foi a filha, mas que ela não quer falar a respeito do dia. “Eu não sei muita coisa, porque a minha filha não conta muito. A minha filha será ouvida na terça-feira. Ela não falou onde é a casa e eu também nem sei se ela conhece o local. A minha filha pegou a menina no meio do caminho, (numa localidade conhecida como Pistão). Não pegou ela na casa. Então, eu não sei ao certo onde é”, relatou.

IML

A jovem realizou um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e foi constatado que ela sofreu violência sexual, o que a polícia acredita ser em decorrência do estupro coletivo.

Ela precisou ficar internada durante três dias, em situação crítica de saúde, no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, após ser encontrada pela filha da manicure na manhã do dia 27 de setembro.

Últimas notícias