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Brasil

Esquema de fraude e desvio nos Correios causou prejuízo de R$ 1 milhão

Os investigados tinham um grupo de WhatsApp intitulado ”empresas e negócios”, no qual comentavam as fraudes e as vendas dos produtos

24/11/2020 07:30, atualizado 24/11/2020 08:06
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Na manhã desta terça-feira (24/11), a Polícia Federal deflagrou a Operação Replicante, que visa desarticular esquema de fraudes e desvios de encomendas nos Correios, no Rio de Janeiro. O prejuízo estimado é de R$ 1 milhão.

A ação  conta com a participação de, aproximadamente, 50 policiais federais, que cumprem nove mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro. Os mandados foram expedidos pela 10ª Vara Federal Criminal do Rio e são cumpridos nos bairros de Bento Ribeiro, Campinho, Coelho Neto, Engenho da Rainha, Madureira, Piedade e Tomás Coelho, além do próprio Centro de Distribuição dos Correios, em Benfica, no Rio.

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Encomendas desviadas
Caso ocorreu no RJ
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Fraude chega a R$ 1 milhão
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Fraude chega a R$ 1 milhão

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Caso ocorreu no RJ

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Material apreendido

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Produtos apreendidos
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Produtos apreendidos

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As investigações, iniciadas em janeiro de 2019, e que contaram com apoio dos Correios, apontaram que funcionários do CTE Benfica, maior centro de distribuição de encomendas do Rio, selecionavam encomendas de alto valor, tais como celulares e eletrônicos em geral, e as desviavam para terceiros.

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“Empresas e negócios”

O esquema criminoso envolvia a substituição de etiquetas verdadeiras – que continham os dados da entrega – por identificações falsas. O grupo usava números de postagens antigos para elaborar as falsas etiquetas para que empregados da empresa pudessem colocar tais membros como destinatários de encomendas pré-escolhidas dentro da unidade postal, fazendo com que as encomendas, aparentemente, desaparecessem do fluxo postal.

Dessa forma, os produtos eram direcionados para os membros da organização criminosa, que mantinham um grupo de WhatsApp intitulado ”empresas e negócios”, onde tratavam as fraudes e as vendas dos artigos desviados.

No fim, as encomendas eram entregues normalmente pelos carteiros, que, aparentemente, não participavam do esquema criminoso.

Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa e peculato, além de outros que possam surgir no decorrer das investigações.