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Brasil

Escala 6x1: governo celebra avanço, mas não descarta PL alternativo

Governo Lula viu com bons olhos destravamento de PECs que reduzem escala 6x1. Ainda não há decisão sobre envio de projeto alternativo

09/02/2026 15:36, atualizado 09/02/2026 17:14
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Escala 6×1: governo celebra avanço, mas não descarta PL alternativo

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliou como positiva a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), de encaminhar à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a análise de duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que reduzem a escala de trabalho 6×1. O Palácio do Planalto, porém, não descarta o envio de um projeto alternativo.

Segundo apurou o Metrópoles, o governo interpretou a iniciativa de Motta como um sinal de compromisso da Câmara com pautas trabalhistas. Ao mesmo tempo, o avanço da discussão não impede que Lula continue avaliando o envio de um projeto de lei com urgência constitucional que unifique as propostas em tramitação no Congresso. A expectativa é que a decisão de enviar ou não um novo texto seja tomada depois do Carnaval.

A pauta é tratada como prioridade pelo chefe do Executivo federal e deve integrar a agenda de campanha de Lula à reeleição. O governo espera aprovar a medida no Congresso ainda no primeiro semestre, para que sirva como mote eleitoral.

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Na semana passada, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que o governo pretendia enviar ao Congresso, após o Carnaval, um projeto de lei com urgência constitucional para pôr fim à escala 6×1. A proposta prevê limite de oito horas diárias e até 36 horas semanais, distribuídas em até cinco dias por semana.

Diferentemente de uma PEC, um projeto de lei tem tramitação mais curta e não exige alto quórum de votos para aprovação.

Próximos passos

A PEC de autoria da deputada Érika Hilton (PSol-SP) estava há meses sem andamento na Câmara. Por decisão do presidente da Casa, o texto será analisado conjuntamente com uma proposta mais antiga, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). As duas iniciativas preveem redução da jornada e um novo teto de horas de trabalho.

Com o envio à CCJ, as PECs ainda terão um longo percurso até eventual aprovação. O colegiado analisa apenas a admissibilidade das propostas, sem discutir o mérito. Se aprovadas, seguem para uma comissão especial, que pode alterar o conteúdo dos textos. Depois, ainda precisam ser aprovadas em plenário, com pelo menos 308 votos favoráveis em dois turnos.

Apesar da popularidade do tema, o fim da escala 6×1 não é consenso no Congresso. Parlamentares alinhados ao setor empresarial afirmam que a medida pode gerar impactos para empreendedores e defendem a discussão de regras de transição e escalonamento para o novo limite de jornada.