Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Endividamento se estabiliza em abril, mas cresce 0,9 ponto em 12 meses

Dados foram divulgados nesta quarta-feira (1º/7) pelo Banco Central e revelam que o comprometimento da renda também estabilizou

01/07/2026 09:00, atualizado 01/07/2026 10:13
Compartilhar notícia
Reprodução
Desenrola Brasil tem inadimplência de quase R$ 50 milhões - Endividamento no Brasil

O endividamento das famílias estabilizou, conforme o último relatório “Estatísticas monetárias e de crédito” do Banco Central (BC), divulgado nesta quarta-feira (1º/7). O documento aponta que, em abril o índice ficou estável na comparação com março e, com isto, a taxa alcançou a marca de 49,8%. Em 12 meses, houve acréscimo de 0,9 ponto percentual.

Os dados do Banco Central também revelam que houve estabilidade na parcela de famílias com a renda comprometida. O índice teve variação nula de março para abril e alta de 1,1 ponto percentual em 12 meses, alcançando 28,2%.

Os dados do relatório do BC revelam ainda que, em abril, a inadimplência referente à carteira de crédito total do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ficou em 4,7%. O resultado representa um aumento de  0,1 p.p. no mês e aumento de 1,0 p.p. em 12 meses.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Os dados do relatório do BC revelam ainda que, em maio, a inadimplência referente à carteira de crédito total do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ficou em 4,7%. O resultado representa uma aumento de  0,1 p.p. no mês e elevação de 1,0 p.p. em 12 meses.

O aumento de 0,1 p.p. na inadimplência no índice geral no mês foi resultado de elevações iguais nas empresas e nas famílias. Os respectivos índices foram de:

  • pessoas jurídicas: 3,2%;
  • pessoas físicas: 5,6%.

Em relação ao crédito com recursos livres, que são negociações de empréstimos e financiamentos cujas taxas são tratadas diretamente entre bancos e clientes, a taxa de inadimplência teve alta de 0,1 ponto percentual e chegou a  6,2%.

Em maio houve expansão de R$ 21,5 trilhões (164,2% do PIB) no crédito ampliado ao setor não financeiro. Conforme a autoridade monetária, o resultado foi reflexo, principalmente, de “aumentos de 2,9% nos títulos públicos e de 2,5% nos empréstimos externos”.

Juros do rotativo

A taxa média de juros cobrados pelos bancos nas operações com cartão de crédito rotativo registrou uma alta de 7,9 pontos percentuais em março deste ano e bateu 439,9% ao ano.

De acordo com os dados do BC, houve uma alta de 1,5 ponto percentual na taxa do cartão de crédito parcelado, para 189,6% ao ano.

A taxa de juros total do cartão de crédito avançou 2,4 pontos percentuais, ficando em 96,6% ao ano.