Pesquisa CNC: endividamento bate recorde em abril com 80,9%
Levantamento mostra que aumento foi mais significativo na faixa de renda com cinco ou mais salários mínimos
atualizado
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A parcela de consumidores que se considera endividada bateu um novo recorde histórico em abril deste ano com 80,9%. O número foi divulgado pela Pesquisa CNC: endividamento nesta quinta-feira (7/5).
Em comparação com abril de 2025, o índice apresenta um crescimento de 3,3 pontos percentuais — era de 77,6% há um ano. Em relação ao mês de março deste ano, houve crescimento de 0,5 ponto percentual — era de 80,4%.
O índice de endividamento representa as famílias que relataram ter dívidas a vencer em cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa.
A pesquisa mostrou importantes variações do endividamento em algumas faixas de renda. Nas famílias com renda cinco a dez salários mínimos e na naquela que recebe mais de dez salários mínimos por mês o aumento foi de 0,9 ponto percentual (p.p.), com os índices atingindo 80,1% e 70,8%, respectivamente.
As faixas de renda de zero a três salários mínimos e de três a cinco salários foram menores, respectivamente de 0,7 p.p e 0,2 p.p.
Famílias endividadas por faixa de renda:
- 0 a 3 salários mínimos: 83,6%;
- 3 a 5 salários mínimos: 82,8%;
- 5 a 10 salários mínimos: 80,1%;
- mais do que 10 salários mínimos 70,8%.
Inadimplência
A inadimplência das famílias subiu de março (29,1%) para abril, ou seja, marcou 29,7%. A taxa é a maior desde novembro do ano passado (30%). A pesquisa também revelou que 12,3% dos entrevistados afirmaram não ter condições de pagar as dívidas. O resultado representa uma retração em relação a fevereiro, quando o percentual apurado foi de 12,6.
