Empresário perde pais em acidente no dia em que é denunciado pelo MPF
O jato executivo caiu na manhã desta segunda-feira (26/11) quando se preparava para pousar em uma fazenda no norte de Minas Gerais
atualizado
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No mesmo dia em que foi denunciado pelo Ministério Público Federal por lavagem de dinheiro e tráfico de influência, o empresário Rodolfo Giannetti Geo perdeu os pais em um acidente aéreo em Jequitaí, no norte de Minas Gerais.
Os pais de Rodolfo, o empresário Adolfo Geo e Margarida Janete Geo, estavam a bordo do jato executivo prefixo PP-OEG que caiu na manhã desta segunda-feira (26/11), quando se preparava para pousar em uma fazenda no município mineiro. O piloto e o co-piloto da aeronave também morreram no acidente.
O jato Cessna, modelo Citation M2, com capacidade para até oito pessoas, e a Fazenda Fortaleza Santa Terezinha, onde o avião pousaria, pertencem ao grupo ARG, que atua em setores como agronegócio, construção pesada e infraestrutura, além de comércio internacional e óleo e gás.
Poucas horas após o acidente, o MPF tornou pública a denúncia contra Rodolfo e o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. O MPF acusa o Grupo ARG de ter doado R$ 1 milhão ao Instituto Lula, em 2016, como pagamento ao ex-presidente por ter usado sua influência junto ao governo da Guiné Equatorial para obter vantagens para o grupo empresarial.
Rodolfo foi denunciado por lavagem de dinheiro e tráfico de influência. Lula, por lavagem de dinheiro, já que o crime de tráfico de influência prescreveu por ele ter mais de 70 anos.
A denúncia está baseada em trocas e-mails envolvendo o ex-ministro do Desenvolvimento do governo Lula, Miguel Jorge, e a diretora do Instituto Lula, Clara Ant, além de Rodolfo. As provas foram recolhidas em buscas na sede do Instituto Lula, durante a Operação Aletheia, 24ª fase da Operação Lava Jato, em março de 2016.
