Em São Paulo, 114 cidades temem desabastecimento de oxigênio

Levantamento de Conselhos de Secretarias de Saúde aponta estoque crítico do gás em 114 dos 645 municípios do estado de São Paulo

atualizado 26/03/2021 19:54

movimento hospital pacientes covid sao paulo 2Fábio Vieira/Metrópoles

São Paulo – Um levantamento do Conselho de Secretários Municipais de Saúde de São Paulo (Cosems-SP) mostra que em ao menos 114 dos 645 municípios paulistas o estoque de oxigênio está crítico.

Segundo a pesquisa do Cosens, que foi feita entre os últimos dias 22 e 24, há 177 serviços de saúde no estado que relatam temor de desabastecimento do gás.

Lista de municípios que relatam pouco estoque de oxigênio para uso hospitalar

Lista de municípios com estoque crítico de oxigênio

Na lista, há polos regionais como Santos, Ribeirão Preto, Presidente Prudente, Marília e Pindamonhangaba, além de cidades do entorno da capital, como Franco da Rocha, onde 17 pessoas morreram aguardando na fila da UTI.

Logística do improviso

A criação emergencial de leitos de enfermaria com intubação em Unidades de Pronto Atendimento tem aumentado a demanda por oxigênio no formato de cilindros no estado de São Paulo.

Fornecedoras do gás, no entanto, reclamam da logística do improviso. Na capital, o prefeito Bruno Covas (PSDB) anunciou nesta quinta-feira (25/3), em coletiva de imprensa, a construção de 19 miniusinas que vão produzir oxigênio para 807 leitos.

Em âmbito estadual, o governo anunciou a instalação de uma usina de oxigênio em Ribeirão Preto, com capacidade de produção de 120 cilindros de oxigênio por dia. A unidade será montada em parceria com a Ambev e ficará pronta em até dez dias.

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