Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Com isolamento em baixa, 767 pacientes aguardam leito de UTI em SP

Desde o início do mês, ao menos 100 pessoas com Covid-19 morreram aguardando vaga em UTIs no estado

23/03/2021 17:34, atualizado 23/03/2021 18:34
Fábio Vieira/Metrópoles
aglomeração estação da luz são paulo 2

São Paulo – Após uma semana de fase emergencial, a taxa de isolamento no estado de São Paulo segue estacionada em 43% durante a semana e 51% no domingo. Com o índice muito abaixo no ideal, que seria de 70%, o estado registrou, nesta terça-feira (23/3), novo recorde de mortes por Covid-19 em 24 horas: 1.021 pessoas, um óbito a cada quatro minutos.

A fila de pacientes com a doença que precisam de cuidados em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) também se prolonga. De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, cerca de 767 pessoas aguardavam um leito na Grande São Paulo.

Com a taxa de ocupação nas alturas —no estado é de 92%; na Grande São Paulo, 91,6%—, um outro número trágico: desde o início do mês, ao menos 100 pessoas morreram na fila de espera.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters
Restrições

O governo tem evitado implantar restrições mais severas e defende que medidas adotadas nesta fase emergencial em São Paulo “equivalem a um lockdown”. Mas a circulação dos paulistanos está abaixo dos maiores picos de isolamento social, todos registrados nos fins de semana de abril de 2020, quando a média chegou a 59%.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

A taxa de isolamento é calculada pelo governo por meio dos dados de circulação de telefones celulares, cedidos pelas principais companhias telefônicas. Deslocamentos maiores que uma distância de 200 metros são interpretados como uma saída de casa.

Leia mais: Um dia após recorde de mortos, SP registra aglomerações. Veja fotos

Com isolamento em baixa, 767 pacientes aguardam leito de UTI em SP - destaque galeria
5 imagens
Uma das grandes preocupações das autoridades de saúde atualmente é com as aglomerações no transporte coletivo
Aglomeração de passageiros na plataforma da Estação Luz da CPTM, no centro da capital paulista, na manhã da quarta-feira (3/3)
Trabalhadores circulam pelas cidades e enfrentam meios de transporte superlotados
Trabalhadores enfrentam aglomerações para chegar ao trabalho
Enquanto ainda não há vacina em número suficiente para toda a população, a recomendação é que as pessoas circulem o mínimo possível
1 de 5

Enquanto ainda não há vacina em número suficiente para toda a população, a recomendação é que as pessoas circulem o mínimo possível

Fábio Vieira/Metrópoles
Uma das grandes preocupações das autoridades de saúde atualmente é com as aglomerações no transporte coletivo
2 de 5

Uma das grandes preocupações das autoridades de saúde atualmente é com as aglomerações no transporte coletivo

Fábio Vieira/Metrópoles
Aglomeração de passageiros na plataforma da Estação Luz da CPTM, no centro da capital paulista, na manhã da quarta-feira (3/3)
3 de 5

Aglomeração de passageiros na plataforma da Estação Luz da CPTM, no centro da capital paulista, na manhã da quarta-feira (3/3)

Fábio Vieira/Metrópoles
Trabalhadores circulam pelas cidades e enfrentam meios de transporte superlotados
4 de 5

Trabalhadores circulam pelas cidades e enfrentam meios de transporte superlotados

Fábio Vieira/Metrópoles
Trabalhadores enfrentam aglomerações para chegar ao trabalho
5 de 5

Trabalhadores enfrentam aglomerações para chegar ao trabalho

Fábio Vieira/Metrópoles