Sem cilindros, Saúde busca importar 5 mil concentradores de oxigênio

Dispositivos, que são de uso doméstico, ajudarão a resolver a situação de pacientes em situação menos grave

atualizado 25/03/2021 12:28

Diante da escassez de cilindros de oxigênio, o assessor especial da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, Ridauto Lucio Fernandes, disse, nesta quinta-feira (25/3), que a pasta está importando 5 mil concentradores de oxigênio para tratamento de pacientes com Covid-19.

Segundo ele, esses dispositivos, de uso doméstico, ajudarão a resolver a situação de pacientes em situação menos grave.

“Estamos pretendendo trazer 5 mil dispositivos. É como se colocássemos 5 mil cilindros de 7 metros cúbicos de capacidade no Brasil todos os dias. Estamos com dificuldade de encontrar mil cilindros”, afirmou Fernandes, durante audiência da Comissão externa para enfrentamento da Covid-19 da Câmara dos Deputados.

“Não é a solução do problema, é fora da caixa, mas vai aliviar o consumo. Os pacientes de baixa e média gravidade vão se sustentar bem e vamos conseguir ter menos consumo destes pacientes e reservar os cilindros para os de maior gravidade”, agregou.

A reunião discute sobre o fornecimento de oxigênio a hospitais públicos e privados no Brasil.

Diversos governadores e prefeitos vem adotando medidas mais retritivas e relatando colapso no sistema de saúde,c om falta de leitos de UTI e de oxigênio.

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Fernandes destacou que a situação no interior é bastante complicada.

”Os cilindros cada vez com quantidade menos suficiente, tempo de abastecimento demora, dificuldade de conseguir oxigênio líquido. O gestor vai buscar, mas tem dificuldades, porque [as empresas] têm contratos com grandes hospitais”, disse.

“[Fica o dilema das empresas] Abasteço a carreta para o interior ou hospital grande da capital do estado que atende uma grande capacidade? Atendo as Upas no interior ou os grandes hospitais para que possam ter o fluxo normalizados?”, acrescentou.

Fernandes relatou a dificultar de logística para distribuir os cilindros por via terrestre e aéreo, visto que só as Forças Armadas fazem esse transporte. O assessor destacou a dificuldade de recolher os cilindros de oxigênio e de adquirir novos equipamentos no mercado doméstico e internacional.

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