Em Berlim, Lula avalia seu governo: "Brasil voltou a ser respeitado"
Lula aproveitou o programa “Conversa com o Presidente” e as redes sociais para "entrevistar" seus ministros e fazer críticas a Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou a última edição do programa no YouTube “Conversa com o Presidente” e também suas redes sociais para fazer um balanço do seu primeiro ano de governo.
O petista elencou resultados de sua viagem aos Emirados Árabes e à Alemanha: “Eu volto dessa viagem, depois de passar pela Arábia Saudita, pelo Catar, pela COP28 nos Emirados, e agora na Alemanha, muito convencido que o Brasil voltou a ser um país respeitado no mundo”, ressaltou.
“As pessoas querem saber o que acontece aqui [no Brasil], querem investir aqui. Querem saber da transição energética e da presidência do Brasil no G20”, emendou, O programa foi transmitido de Berlim, na Alemanha.

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Ver todasBem-humorado, Lula “tomou” o lugar do jornalista Marcos Uchôa, apresentador oficial do “Conversa com o Presidente”, e comandou entrevistas com os ministros que o acompanham nesta viagem pelo Oriente Médio e pela Europa.
Os ministros também aproveitaram o momento para comentar a participação do governo brasileiro na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP), em Dubai, nos Emirados Árabes.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEntre as explanações de cada ministro, Lula fez uma série de ataques à gestão de Jair Bolsonaro (PL), que, segundo o petista, relegou o BNDES a segundo plano, desmontou o Estado brasileiro, cortou investimentos em tecnologia e na agricultura, desmantelou o Ministério do Trabalho e colocou o Brasil à margem de outra nações.
Ida à Guiana
Lula ainda prometeu reduzir as viagens internacionais para se dedicar, em 2024, a percorrer o Brasil. Um de seus destinos o ano que vem será a Guiana, país que está em um impasse diplomático com a Venezuela.
“O ano que vem eu tenho duas viagens que eu quero fazer: uma é para uma reunião da União Africana, dos 54 países da África, que vai ser em Addis Abeba, na Etiópia. E a outra é na Guiana, uma reunião dos países do Caricom. Essas eu quero participar porque coisa que eu tenho interesse de falar sobre democracia, sobre sistema ONU, sobre financiamento. O restante dos 365 dias se preparem porque eu vou percorrer o Brasil”.
Veja trechos do programa:
Fernando Haddad – Fazenda
“Vamos crescer 3% esse ano. O Banco Central começou a cortar a taxa de juros. O Congresso Nacional aprovou a Reforma Tributária. O povo brasileiro vai ter orgulho da melhora da economia”.
Rui Costa – Casa Civil
“É visível a percepção dos países árabes e da Alemanha de investir no Brasil. Apresentamos o Novo PAC e mostramos os projetos que chegam a R$ 370 bilhões em infraestrutura”.
Carlos Fávaro – Agricultura
“Começamos essa viagem pela Arábia Saudita e eles querem investimentos em grãos. Na COP, vimos a liderança do presidente Lula na pauta ambiental. Podemos dobrar a produção agrícola sem derrubar florestas. Os produtores me dizem que, antes, cada navio de soja tinham que se explicar. E agora são 11 meses de sossego. Só 2% dos produtores atuam em áreas ilegais, cometem crimes ambientais. Para esses, os rigores da lei”.
Paulo Teixeira – Desenvolvimento Agrário
“Para a agricultura familiar, estamos conseguindo nacionalizar o Pronafe. Só nesse ano, são mais de R$ 2 bilhões em programas importantes para a agricultura familiar. Na COP28, tivemos importante resoluções sobre agroflorestal. Combinando produtividade com preservação ambiental”.
Luciana Santos – Ciência e Tecnologia
“O governo anterior tinha colocado contingenciamento na ciência e tecnologia até 2026. Colocamos R$ 10 bilhões só neste ano, por exemplo. Reabrimos a Ceitec, a empresa para produzir chips, no Rio Grande do Sul, não como no leste asiático, mas para em nichos como o setor de energia por exemplo. O Brasil tem vaga para 100 mil programadores. Vamos formar jovens para essas vagas”.
Aloízio Mercadante – BNDES
“O BNDES era um banco que vinha perdendo relevância. Mas agora, estamos mudando isso. Voltamos a aprovar mais projetos. O TCU e o CGU apontaram que o BNDES é a instituição mais transparente da República. Queremos ser a Alemanha da energia verde e o BNDES será importante nesse processo”.
Luiz Marinho – Trabalho e Emprego
“O Ministério do Trabalho foi desmontado pelo governo anterior. Estamos reconstruindo. Só esse ano, geramos 1,8 milhão de novos empregos, chegando ao menor [nível de] desemprego desde 2015”.
Marcio Macedo – Secretaria-Geral da Presidência
“O Brasil chegou na COP protagonizando pelo exemplo. Fortalecendo a democracia e desobstruindo os canais de participação popular que foram desmontados no governo anterior. Fortalecemos o orçamento participativo. E 76% das propostas do nosso governo no Legislativo vieram da participação das pessoas no Brasil inteiro”.
Esther Dweck – Gestão e Inovação
“Na transição de governo, a decisão de criar o Ministério da Gestão e Inovação foi necessária para desfazer o desmonte do Estado feito pelo governo anterior. Os servidores públicos ficaram seis anos sem diálogo com o governo. Uma das coisas mais importantes que fizemos foi recuperar os concursos e a retomada do diálogo com os trabalhadores do funcionalismo público”.
Márcio Elias Rosa – Secretário-Executiva do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
“Estamos com juros em queda, crescimento econômico, tudo isso anima a atração de investimentos para o Brasil e sua indústria. No primeiro semestre, alcançamos a marca do segundo país em atração de investimentos estrangeiros”.
Paulo Pimenta – Secretaria de Comunicação Social
“A comunicação e o combate às fake news são temas do mundo. Assinamos acordos com a Alemanha para uma série de iniciativas de combate à desinformação e o ódio nas plataformas digitais. O Obama [Barack, ex-presidente dos EUA], por exemplo, já falou que se arrependeu de não ter pautado a regulação das plataformas, que agem de forma corrosiva”.





















