“Em 17 anos em inovação, nunca vi tanto recurso”, diz gerente da CNI
Convidada para falar no Metrópoles Talks, nesta quinta-feira (2/7), a representante da CNI elogiou a política da Nova Indústria Brasil (NIB)

Uma das convidadas do Metrópoles Talks “Brasil Industrializado – Inovação, Produtividade e Competitividade para a Nova Indústria”, nesta quinta-feira (2/7), Paula Nadai, gerente de Desenvolvimento e Inovação Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), disse que a política da Nova Indústria Brasil (NIB) está dando certo.
O evento que acontece no Ulysses Centro de Convenções, em Brasília (DF), busca apontar caminhos para uma indústria mais forte e preparada para os desafios globais, em uma iniciativa do Metrópoles, em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).
“Temos realmente visto grandes resultados. A indústria agora tem um papel fundamental de fazer com que todos os projetos do governo aconteçam de verdade, porque a inovação gera produtividade, que gera competitividade e desenvolvimento, emprego e capacitação. É um ciclo que deve continuar, um processo de melhoria contínua”, avaliou.
Nadai elogiou o modelo adotado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), ao primeiramente definir os grandes desafios da sociedade brasileira e depois mobilizar todos os atores envolvidos para que olhassem na mesma direção, assim como os recursos.
“Foi uma estratégia muito vencedora, o governo federal conseguiu fazer tudo perfeitamente. Mas agora fica esse desafio, a empresa tem que acessar esses recursos e esses instrumentos todos que estão disponíveis. Eu estou há 17 anos na área de inovação e nunca vi tanto recurso disponível”, declarou a especialista.

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Ver todas“A CNI tem feito um trabalho muito forte na defesa desses mecanismos: Lei do Bem, a própria Embrapii, o FNDCT (que a Finep e o BNDES têm operado de forma brilhante). Então o desafio é continuar, que isso vire de fato uma política de Estado, e que as empresas consigam gerar resultado com todos esses projetos”, acredita a gerente.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesInteligência artificial
O uso da recente inteligência artificial na indústria também foi levantado. Para Paula, antes de implantá-la é preciso organizar as empresas para tirar o melhor proveito da tecnologia.
“As indústrias, falando de micro, pequenas e médias empresas, estão ainda estão num grau de maturidade baixo com relação a IA. A maioria ainda tem o seu chão de fábrica de forma desorganizada. Por isso a importância do programa Brasil mais Produtivo, porque se você não se organiza minimamente, se não sensoriza, não coloca tecnologias em cima daquilo, não tem porque falar de IA. Ela vai ajudar a empresa a tomar decisões mais ágeis, coerentes, mais inteligentes naturalmente, mas de nada adianta se ela não tiver, principalmente, dados. As empresas precisam se organizar e ter dados confiáveis”, defendeu.
A especialista continuou dizendo que é preciso diálogo com os empresários nesse sentido. “Eles precisam saber de todas essas possibilidades, que temos condição de crédito para tornar isso possível. A gente tem o programa Potencialize que pode ajudá-lo a reduzir custos de energia, que tem recurso da Finep para isso. A gente tem que furar a bolha da inovação”, completou.



